Repudiamos a repressão da Reitoria da UFMG

Os estudantes da UFMG estão mobilizados desde o dia 17 de abril, lutando pelo direito constitucional à assistência estudantil. O bandejão da UFMG é um dos mais caros do país, atende ao número irrisório de 3 mil estudantes, enquanto no campus estudam mais de 30 mil, não oferece gratuidade das refeições para os carentes. Isso acontece porque a assistência estudantil na UFMG pela FUMP, que cobra dos estudantes uma taxa semestral obrigatória de R$ 187,12. 

Vale atentar que a Fundação Mendes Pimentel, que administra a assistência estudantil (e recebe as taxas) não é da UFMG e é uma instituição de direito privado. Devido escandalo é prova que o ensino no nosso país merece uma atenção da sociedade em saber para onde e para quem o dinheiro das Universidades vai.

Diante do forma legítima dos estudantes de se manifestarem pulando as catracas do bandejão a reitoria adotou uma série de medidas repressivas:

 

  1. Manteve dentro do campus um número elevado de seguranças privados, fardados e armados com cassetetes.
  2. Manteve nas imediações das assembléias realizadas pelos estudantes policiais fardados e armados com cassetetes.
  3. Fechou a reitoria para a entrada de estudantes.
  4. Fotografou e filmou os manifestantes. Essa documentação se mantém arquivada no Departamento de Segurança Universitária.
  5. Publicou a Portaria 027 que estabelecia multa de mais de 10 mil reais às entidades estudantis (Ca's e Da's) que apoiavam as reivindicações do movimento.
  6. Entrou com ação judicial pedindo a aplicação da multa anteriormente referida mas perdeu na justiça a ação.
  7. Publicou a Portaria 030 constituindo uma comissão para punir os estudantes.
  8. Intimou mais de 30 estudantes, iniciando assim a punição e intimidação dos mesmos.

 

Clique e leia aqui a moção dos estudantes da USP em repúdio à repressão da reitoria da UFMG – formato RTF

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13 Responses to Repudiamos a repressão da Reitoria da UFMG

  1. helena says:

    O Bandejão da UFMG é excelente!!!
    Cardapio de hoje e sempre:

    – feijao com colheres
    – arroz sem gosto
    – semi lombo
    – strogonhofe de farinha com alguns pequenos pedaços de frango
    – alface plantada no quintal da FUMP (pq nunca ninguem vi ser vendida em outro lugar)
    – vinagre com vinagrete

    e apenas um copo de suco cor laranja.

    obs: a FUMP recomendar beber aguas em vez do suco.

    ISSO TUDO POR APENAS 2,50!!!!
    mas se vc faz parte do 3% dos estudantes universitarios que conseguiram a carencia nivel I, II e III, depois de vc ter quase provado que nao tem dinheiro para nada mesmo, voce so paga o valos simbolico de 0,75 centavos…

  2. apoio a ocupaçao says:

    A VIDA TA DIFICIL E VAI FICAR PIOR, O QUE O SISTEMA QUER É JUSTAMENTE UM POVO “CORDEIRO”(E NÃO ORDEIRO), AQUELE QUE ABAIXA A CABEÇA AOS SEUS DESMANDOS E ARROGANCIAS. É FACIL CRITICAR A OCUPAÇÃO, MAS UMA PERGUNTA: AS UNIVERSIDADES PUBLICAS ESTÃO NUM MUNDO A PARTE DE TUDO ISSO? NÃO ESTÃO E ENCONTRAM-SE CADA VEZ MAIS SUCATEADAS E DESTRUIDAS. SOMENTE UM NESCIO PODE AFIRMAR QUE O ENSINO PUBLICO-EM SEUS VARIOS NIVEIS-ESTA “MARAVILHOSO”. CHEGA DE MIGALHAS, O POVO QUER O QUE É SEU.

  3. Bruna says:

    Só passei para parabenizar a ocupação. Os alunos envolvidos. Todos que estão, de alguma forma, ajudando.
    Vocês são uma prova de que o Mov. Estudantil está forte sim.
    Parabéns.
    Sinceramente, me emociono em acompanhar essa luta.

  4. CONFIANTE says:

    OS DECRETOS DIZEM QUE A USP SERA PRIVATIZADA?

    COM SALARIO DE EDUCADORA DA REDE PUBLICA MUNICIPAL DE QUALQUER ESTADO EH DIFICIL SUSTENTAR QUALQUER FAMILIA!

    BRUNO: CAI NA REAL! E SEU CURSO EH UMA MAMATA!

  5. confiante says:

    Estou com vcs. NÃO AOS DECRETOS!!!!
    NÃO ADMITO PRIVATIZAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA!

  6. confiante says:

    Fico muito P. da vida quando leio que só filhinhos de papai estudam na USP.
    Essa afirmativa tem a cara dos privatizadores.
    O Lula não está nem aí para o que está acontecendo, afinal ele já SE SALVOU com o PROUNI. O Serra pode privatizar que os “pobres” conseguem entrar pelo Prouni.
    Que droga é essa??????

  7. confiante says:

    depoimento pessoal, mostrando como a vida está difícil e a culpa NÃO É MINHA!
    Sou EDUCADORA DA REDE PÙBLICA MUNICIPAL e não estou conseguindo manter minha filha estudando na USP.
    MAIS??????????

  8. confiante says:

    BRILHANTE a carta.

  9. Uma carta para você ler says:

    Eu sou de Belo Horizonte e estou na USP a 4 meses e participo da ocupação da reitoria.

    Conheço muito bem os problemas da UFMG e já fui aluno do CEFET-MG. Em BH é praxe a cobrança das taxas que vão para fundações com interesses escusos e que dizem ajudar os alunos. São empresas que sugam o dinheiro dos estudantes e da sociedade e se dizem sem fins lucrativos, isso porque no fim das contas a grana vai direto para o bolso dos mamateiros corruptos da educação. Esses ladrões se enfiam nas escolas e universidades e proibem-nos de falar para a sociedade a verdade. BASTA JÁ!

    Além disso a prefeitura de BH que é comandada a 4 gestões pelo PT goza de ter financiada sua campanha politica ao custo de passagens de ônibus exorbitantes com transporte de baixa qualidade, que está em empresas privadas que nas mãos de 7 familias controlam o faturamento do transporte urbano em BH.

    Algumas representações da sociedade foram aparelhadas pelo estado e sobre controle da UNE, CUT, PC do B, PT e outros partidos calam a vóz da comunidade e dizem que representam o que ela pensa.

    Eu era diretor executivo de uma dessas entidades, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de BH (UMES-BH), e vi que não passava de uma empresa controlada pelo PT e PC do B, que vendia os direitos dos estudantes, à começar pela venda do direito à meia-entrada em eventos culturais. Acabaram com a luta pelo passe livre com sucesso, durante muito tempo aparelharam o DCE da UFMG e encobriram o avanço das taxas na universidade à troco de receberem repasse relativo à essas taxas.

    Minha mãe, formada em Direito (claro, pago a uma instituição privada com muito esforço e carga horária de 8 horas de trabalho e 4 de estudos diários), com curso pedagogia, é professora pública municipal a 13 anos e viu ao longo do tempo vários direitos serem retirados. Já não há mais a BEPREM como direito, já não há reajustes e se tem reprimido as reivindicações por medidas inconstitucionais de repressão.

    Meu pai, atualmente residente no Rio de Janeiro, é engenheiro civil e “empresário”, foi engolido pelo atual sistema onde sua “empresa” terceiriza serviços. Está atolado em dividas que contraiu com a folha de pagamento dos seus funcionários, que por honestidade do meu pai, os contratou pela CLT, e não pela mesma terceirização que teve que se submeter para trabalhar.
    Hoje em São Paulo, corro o risco de voltar para BH por não ter condições financeiras de me manter aqui, e não acredito que em BH seja diferente a situação, já que teria de gastar mais de R$ 120 em passagens, isso se eu passasse em uma universidade pública.

    Passei por um processo seletivo pago a uma instituição privada de caráter particular, chamada FUVEST, que inclusive não publica qual o uso das taxas de vestibular. Ao menos aqui não paguei taxa de matrícula, mas até quando ainda será assim?

    Estou morando em uma república dividida com mais 10 alunos da USP na região leste de São Paulo e sempre atraso o pagamento da mesma que tem um valor de R$ 200 e passei por dias onde minha alimentação foi muito ruim.

    Muitos dos textos que eu deveria ler no meu curso não tive acesso, pois os livros são caros e mesmo os xerox acabariam atrapalhando meu controle financeiro: era a escolha de comer ou ler.

    Pedi assistência à universidade e em 2 meses e meio de estudo (10 semanas, lembrando que o semestre letivo tem 15 semanas) ainda não tinham liberado quem seriam os poucos contemplados de uma bolsa bem disputada de R$ 200, pois na minha unidade não existe moradia estudantil.

    Tenho um bom conhecimento em diversas áreas, tenho fluência ou conhecimento básico em várias línguas, conhecimento avançado em informática e ajudei na organização de muitos eventos de cultura. Acredita-se ser um curriculo bom e variado, mas achar um emprego que atenda aos meus horários de estudo e às minhas despesas tem sido impossível.

    Cada vez mais a universidade tem sido um objeto mais distante do povo e que só tem acesso ao ensino e conhecimento aqueles que tem melhores condições financeiras.

    Os vestibulares não testam a capacidade, mas sim o conteúdo do ensino básico e médio, que assim como na universidade tem sido restrito a quem pode pagar para saber.

    Porque a ocupação da reitoria? foram marcadas duas audiências com a reitoria onde a mesma não se fez presente. Devido a ingerência e falta de diálogo os estudantes decidiram trazer um documento que foi recusado, e as portas da reitoria foram fechadas. Os estudantes abriram-na a força e desde então, inspirados em atitude semelhante a de outras incursões universitárias, decidiram ali ocupar.

    Como está aqui dentro da ocupação? A maioria decide como fazer as coisas, não há partidos controlando, nem mesmo há lideranças! São poucos os militantes de partidos e de vez em sempre acaba tendo um viéz anti-partidário. Explicam esses que militam em partidos, que todos temos direito a acreditar em algo maior, e que respeitam as decisões dos ocupantes que em maioria são independentes. O DCE que tem militantes do PT não se faz presente embora apoie (muito criticamente)

    Invasores? Invasores são as empresas privadas, até mesmo estrangeiras, que desenvolvem pesquisas caras com dinheiro e conhecimento público, legitimadas atravéz de acordos obscuros. Invasores são as fundações que gozam de usar o espaço físico público da Universidade de São Paulo para dar aulas de pós-graduação PAGAS, privadas, (que deveriam ser para dar aulas de graça para a sociedade) e roubam alguns dos nossos professores (que deveriam se dedicar exclusivamente ao nosso ensino) que são duplamente remunerados: pelo estado e pela corrupção no ensino.

    Explicado então porque alguns professores são contra a greve, contra a ocupação. Porque defendem a manutenção dessa estrutura onde uma minoria, no caso eles, é privilegiada.

    Porque a luta contra os decretos? O novo governador do Estado de São Paulo, José Serra, do PSDB, ex-presidente da UNE durante a ditadura militar, soltou em pleno reveillon DECRETOS, inconstitucionais, que acabavam com a secretaria de Turismo e abria uma nova: Secretaria do Ensino Superior.

    Além de criar um orgão para controlar o ensino, interviu na autonomia da universidade (dizendo que a respeitava) colocando por DECRETOS a mesma sobre influência dos acordos entre instituições públicas e privadas, nacionais e extrangeiras.

    Separou a FAPESP, Fundação de Amparo a pesquisa de São Paulo, das universidades e além de fechar um mega acordo com a Microsoft e várias outras empresas, decidiu nesses decretos que a sua prioridade não é financiar a pesquisa de acordo com o que o pesquisador precisa, mas de acordo com o que o estado e seus parceiros querem.

    Governar por decretos é tipico de um governo ditatorial. Não estava na campanha do Serra dizendo que ele ia doar (ou seria melhor dizer vender?) nossas universidades para as empresas.

    Mas os decretos não foram alterados? As alterações feitas no decreto não garatem a autonomia universitária (até porque os decretos vem de fora), não garantem que as empresas ficaram fora de “mamar no peito” e controlar a universidade, seu ensino e pesquisa e não resolvem os primeiros problemas que já tinhamos antes dos decretos.

    O que temos feito dentro da Reitoria? Educação, cultura, informação… criamos espaços de discussão democrática. Escutamos todos os lados presentes, até temos pessoas que já veem a desocupação como nescessária devido as pressões da mídia e do estado, mas que respeitam a decisão da grande maioria presente. Nosso quadro de programação é recheado de grupos de trabalho e discussão, palestras, debates, shows.

    Temos comissões organizadas que dão conta de manter preservada a estrutura e patrimônio da reitoria, que cuidam das finanças, comunicações, limpeza, segurança, alimentação e negociações.

    Temos 18 pontos de pauta que são considerados básicos, e estamos vendo solidariedade à nossa luta vindo de vários pontos do país, de estudantes que passam por situações semelhantes.

    O que os estudantes universitários do Brasil hoje reivindicam em conjunto é o direito a saber, sendo pobre ou rico. Liberemos os livros, abramos escolas, mantenhamos o acesso ao conhecimento. Lutemos contra essas regras novas que estão se impondo por decretos, aos poucos, na calada.

    Você: estudante, professor, comerciário, operário, desempregado… ; participe conosco em unidade por uma sociedade diferente da que estão nos impondo. Encampai também uma luta pelo direito ao saber, livre da imprensa corrupta, do estado e do mercado. Repasse esse e-mail, e olhe pra você e escreva um depoimento pessoal, mostrando como a vida está dificil e a culpa não é sua.

    Bruno H. Brito Bicalho
    Bacharelando em Lazer e Turismo da Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo

    São Paulo, 9 de Junho de 2007
    Reitoria Ocupada da Universidade de São Paulo

  10. confiante says:

    fiz um comentário a respeito da atitude da reitoria…acho que o povo não entendeu…ou então, acham que está certo.

  11. MENTIRA says:

    MENTIRA: O bandejão da UFMG é um dos mais caros do país!

    O bandejão da UFMG custa R$2.75 para alunos.

    E, R$0.75 (setenta e cinco centavos) para alunos carentes!

    E detalhe, o bandejão é excelente, de primeira linha!

  12. .... says:

    ERRR…
    Só para avisar, o Direito não está em greve.

    No plebiscito o “Não” à greve ganhou com 70%.

    Melhor se informarem melhor e corrigir a coluna da esquerda….

  13. confiante says:

    gente..o que é isso?
    a reitora ou reitor deve ser parente do
    ERASMO DIAS…vixi..cruz credo!!!

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