Nós, estudantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, gestão "Camarão que Dorme a Onda Leva", declaramos que: 1- Apoiamos a ocupação e as reivindicações dos estudantes que ocupam a reitoria da USP desde quinta-feira, dia 03. Reivindicações estas que representam pautas históricas do movimento estudantil da USP. 2- Repudiamos os decretos do governador José Serra, números 51.460, 51.461, 51.471, 51.535, 51.636, 51.660, que, dentre outras conseqüências, resultaram na criação da Secretaria de Ensino Superior. Entendemos que estes comprometem a autonomia universitária, necessária ao livre pensamento crítico no interior da universidade, bem como ao desenvolvimento científico e tecnológico do país. 3- Repudiamos também a cobertura dada pela imprensa à manifestação, tentando mostrar o movimento como um grupo de vândalos e ocultando os motivos que levaram o movimento a tomar tal atitude. Entendemos que tal postura dos grandes meios de comunicação representa uma criminalização dos movimentos sociais, lhes tolhendo seu legítimo direito democrático de manifestação. 4- Exigimos que a reitoria não inicie nenhum processo punitivo aos estudantes que ocupam a reitoria, nem as entidades que os representam. 5- O DCE Livre da USP ratifica aqui a existência de uma Comissão de Negociação da Ocupação, a qual é o canal legítimo de diálogo e negociação com a estrutura de poder da Universidade. O DCE, que compõe esta Comissão, se exime de participar de qualquer outro espaço com a referida finalidade. 6- Ao contrário do que foi publicado pela Agência USP de Notícias, em reportagem intitulada "Estudantes seguem na Reitoria, em ocupação iniciada na quinta-feira", de 5 maio de 2007, o DCE participa da ocupação, integra algumas de suas comissões organizativas e já manifestou seu apoio (vide lista de entidades apoiadoras no blog).Diretório Central dos Estudantes, 06 de maio de 2007.
PINOTTI DIZ QUE PROTESTOS E CRÍTICAS SÃO 'MAL-ENTENDIDO' Secretário garante que autonomia das universidades está mantida A Secretaria de Ensino Superior tem menos de cinco meses e já é alvo de críticas e protesto de estudantes, docentes e funcionários das faculdades públicas do Estado. O órgão atende Unicamp, Unesp e USP e tem à frente o secretário José Aristodemo Pinotti, que rebate as críticas dizendo que tudo não passa de "um mal-entendido." Segundo ele, há equívocos em acreditar que a secretaria é uma ameaça à autonomia das instituições de ensino superior, que ela limitaria recursos e prejudicaria os projetos de trabalho de cada uma delas. Em entrevista exclusiva ao BOM DIA, Pinotti defende que um dos objetivos é a integração. BOM DIA - Qual é o motivo para a criação desta secretaria? Pinotti - O governo do Estado achou que o ensino superior deveria ter uma secretaria própria, criada com a intenção de melhorar a qualidade da educação neste setor, tanto no ingresso de alunos, quanto na melhoria do ensino e da atuação das universidades na sociedade. BOM DIA - Como a secretaria está atuando inicialmente? Pinotti - Já temos projetos implantados, como o que integra as universidades com o ensino básico, por exemplo. Cerca de 2 mil universitários, contratados como estagiários, atuam como segundos professores nas salas de alfabetização. E temos uma proposta, ainda em discussão, para que as universidades adotem escolas de ensino médio e também coloquem estudantes como estagiários para oferecer treinamentos e orientações aos alunos e professores. BOM DIA - Há um trabalho específico sobre o ingresso de estudantes nos cursos de graduação e para mantê-los na universidade? Pinotti - Apenas 30% dos alunos das universidades públicas vêm de escolas públicas. Para aumentar este número a secretaria pretende criar cursinhos pré-vestibulares em parceria com as universidades estaduais. Somente para este ano devemos abrir de 7 a 10 mil vagas nestes cursos. Outra preocupação é com a quantidade de estudantes que ingressam e não conseguem concluir os cursos. Para isso buscamos incentivos através das bolsas e estágios, que terão parcerias com outras secretarias, como a da Educação. BOM DIA - A criação da secretaria altera a pesquisa nas universidades públicas? Pinotti - Não, o que ocorre é uma integração entre pesquisa e desenvolvimento. O Brasil é responsável por 2% da ciência mundial, o que é um indicador positivo. Porém, sabemos fazer ciência e não riqueza. Precisamos buscar resultados das pesquisas aplicadas às melhorias para a sociedade. Para isso, também pretendemos criar quatro parques tecnológicos no Estado - em Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos e na Capital. BOM DIA - Entidades protestam contra uma possível perda de autonomia das universidades pela secretaria. Isto realmente ocorre? Pinotti - Não. Desde 1989 o vínculo orçamentário estadual dá vida às universidades públicas. E sempre lutei por esta autonomia, que não será prejudicada. O que houve foi um mal-entendido. Em 2006, quando o então governador Cláudio Lembo (PFL) vetou o item da vinculação orçamentária, o governo atual, de José Serra (PSDB), precisou fazer uma contingência de gastos, pois o vínculo orçamentário não havia sido aprovado. Mas, após a aprovação pela Assembléia, as verbas integrais foram repassadas. BOM DIA - Outro ponto apontado pelas entidades é a gerência dos recursos pela Secretaria de Fazenda. Pinotti - As prestações de contas eram feitas mensalmente. Agora, com a entrada das universidades no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados, há mais transparência. Os gastos vão diretamente para este sistema. Notícia veiculada pelo site Bom Dia S.J. Rio Preto no dia 06/05
A fragmentação do sistema educacional paulista em três diferentes secretarias (Educação, Ensino Superior e Desenvolvimento) só contribui para dificultar a implementação de políticas integradas entre os diversos níveis de ensino. Nesse contexto, é incoerente a afirmação do Secretário José Aristodemo Pinotti a respeito da priorização de projetos que integram universidades com o ensino básico. Tais colocações acabam assumindo um caráter demagógico, na medida em que o Secretário recusou aos diversos convites para debater junto à comunidade acadêmica e expor com maiores detalhes as intenções contidas nos decretos. Quanto à integração entre pesquisa e desenvolvimento, Pinotti omite-se que a melhoria proposta pelo governo é a priorização às pesquisas operacionais, voltadas para atender a demandas imediatistas do mercado e para a geração de patentes, em detrimento das pesquisas de base. Assim, a autonomia interna é diretamente afetada, na medida em que assuntos acadêmicos deixam de ser decididos mediante critérios acadêmicos, e passam a atender interesses de marcado. A instalação e a expansão de vagas de cursos tecnológicos em área periféricas, e a vinculação da FAPESP com as escolas tecnológicas numa mesma secretaria, comprovam o caráter da "melhoria do ensino" proposta pelo Estado: uma formação específica e pouco abrangente, em contraposição com uma formação ampla e libertadora necessária para a formação crítica de um cidadão. O Secretário Pinotti também faz questão de ressaltar que a autonomia não será prejudicada. Diz ele que haverá maior transparência de gastos pela entrada da USP no Siafem, já que as prestações de contas, que eram feitas mensalmente, passam a ser atualizadas com maior freqüência. O que se percebe na realidade, entretanto, é que a entrada da Universidade no Siafem implica na subordinação do remanejamento de gastos da USP ao governo estadual, além de burocratizar o processo. Sem contar que as prestações de contas da Secretaria da Fazenda, que segundo o Secretário deveriam ser divulgadas com maior agilidade, encontram-se desatualizadas desde o mês de março, conforme pode ser visto no link: http://www.fazenda.sp.gov.br/cge2/frger.asp?ano=2007&mes=03&fr=00&per=01&ref=março-2007&rel=01. Além disso, a divulgação e a transparência dos gastos da USP poderiam ser feitas de outras formas que não implicassem em tantos entraves burocráticos e na limitação da autonomia da Universidade.
São constantes as reclamações da situação da universidade. Porém, muiitas pessoas acham que a usp, pelo nome, é maravilhosa. Assim, estudantes da Unesp, de Franca, fizeram um vídeo para mostrar tudo isso. divirtam-se: http://video.google.com/videoplay?docid=2766804175625447712
Aqui na ocupação tudo continua normal. As comissões continuam trabalhando firme, os alunos continuam acreditando na vitória e estão preparando uma grande mobilização para segunda-feira. Até a vitória!
A Secretaria Municipal da Juventude do PT/SP - manifesta total apoio a luta dos estudantes da USP contra a política autoritária e privatista de José Serra (PSDB), que dá continuidade a mais de uma década de política tucana. Tendo como resultado o sucatemento da educação em São Paulo. Neste semana, a APEOESP fez sua manifestação em frente a Assembléia Lesgislativa, buscando também a melhoria da qualidade do ensino público. Contra os ataques que a ocupação vem sofrendo, afirmamos que a maior violência são o corte de verbas, a perda de autonomia, realizada por Serra com apenas uma caneta. Força a ocupação e a luta dos estudantes em defesa do ensino público e de qualidade. Leonardo Pinho - Secretário Municipal da Juventude do PT

ASSIGBE (Sindicato de Trabalhadores do IBGE)

Sindicatos APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)

Sintusp (Sindicato do Trabalhadores da USP)

Sinsprev/SP (Sindicato dos Trabalhadores em Saude e Previdencia no Estado de Sao Paulo)

Entidades Estudantis

Frente de Oposição de Esquerda(FOE)

Conlute (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes)

DCE UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

DCE UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora)

DCE UFPR (Universidade Federal do Paraná)

DCE USP (Universidade de São Paulo)

Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social)

Exneef (Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física)

CA Benevides Paixão - PUC-SP

CAAP - PUC-RS

CACH - UNICAMP (Centro Acadêmico de Ciências Humanas)

CACS - PUC-SP

Centro Acadêmico Vladimir Herzog - Faculdade Cásper Líbero

Centro Acadêmico XX de Agosto - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo

Grêmio do Colégio Equipe

Rosa Mauregui-Presidencia del centro de estudiantes de arquitectura de la Plata

Valeria Ríos- de la mesa ejecutiva de la Federación Universitaria de La Plata (FULP)

Laura Ríos - Presidenta del centro de estudiantes de periodismo de la Plata

María Chaves - Presidenta del centro de estudiantes de ciencias sociales de la Universidad de Buenos Aires (UBA)

Octavio Crivaro - Miembro de la mesa ejecutiva de Federación Universitaria de Buenos Aires (FUBA)

Global Youth Action Networking

Parlamentares

Ivan Valente - Deputado Federal - PSOL

Carlos Gianazzi - Deputado estadual - PSOL/SP

Raul Marcelo - Deputado estadual PSOL/SP

Partidos Políticos

PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)

PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado)

Outros

Coletivo Jovem Caipira de Meio Ambiente REJUMA (Rede de Juventude Pelo Meio-Ambiente e Sustentabilidade)

Movimento a Plenos Pulmoes

Jonathan Paul - Editor of the Essex Daily

Bernardo Pilotto - delegado de base da Fasubra 

Sindical Helio de Jesus - DN-Fenasps

Vitor de Araujo - CAASO (USP São Paulo)

Stevan Rodrigues Manzan - CAASO (USP São Carlos)

Lucas Maluf Souza - CA de Biologia Unesp Rio Claro

O Centro Acadêmico XX de Agosto - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo - manifesta todo apoio à legítima ação dos estudantes que ocupam a reitoria da USP e suas reivindicações. A ocupação se fez meio imprescindível de pressão sobre a reitoria, que não se mostra disposta a dialogar de forma pública e honesta com os estudantes.
Estudantes do CEFET estão organizando um grupo que virá à ocupação da reitoria. Amanhã eles virão somar suas forças contra os decretos do Serra e a favor do ensino público de qualidade. Ocupem suas reitorias!
Confirmado até então:09h30 - Yoga17h00 - Banda "Cozinha convida" (grupo de Jazz/improvisação)19h00 - Ensaio aberto de Dança (chelo, flauta e improvisação)
A rádio da ocupação já está no ar! A rádio da ocupação, cuja freqüência é 106,7 já está no ar. Por enquanto os estudantes estão apenas passando uma música leve, mas já estão sendo escritas as primeiras notícias da ocupação. Em breve nos acompanhe nessa luta.
Agradecemos a todas as pessoas que nos enviam e-mails diariamente apoiando nossa luta. Algumas moções: Centro Acadêmico de Educação Física e Dança (CAEFD-UFRJ) Centro Acadêmico de Psicologia (CAP-UFPR) Centro Acadêmico "V de Junho" (CAVJ) do I.B. da Unesp/Botucatu Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP Trabalhadores do IBGE-SP ProfessoresEstudantes e Funcionários da Artes Plásticas ECA/USPComissão Pró-Centro Acadêmico da Universidade Federal do ABCInstituto de Artes - Unesp/São Paulo Prof. João Kazuyuki Kajiwara - FMRP/USP Waldemar Junior - Funcionário do IQ/USP Carlos Alberto de Moura Ribeiro Zeron - DH/FFLCH/USP Genilson Marinho - Mestre em Educação UFPE Vera Capucho - Mestranda UFPE Tiago Crisóstomo Guerra, estudante de Letras - FFLCH/USP Erica, estudante de Administração de Empresas da PUC-SP Som do Roque (http://somdoroque.blogspot.com) Reynaldo Turollo Junior - Bauru/Unesp Marcela Moreira - Vereadora/PSOL
Boa noite, Em nome dos estudantes do primeiro semestre de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie venho ratificar o apoio aos estudantes que ocupam o prédio da Reitoria da USP desde quinta-feira. Entendemos que os decretos do Governo do Estado (51.535, 51.461, 51.460, 51.660 51.471, 51.636) agridem de maneira hostil a autonomia das universidades estaduais, prejudicando, assim, o ensino público de qualidade. Infelizmente, a classe estudantil só é ouvida quando há manifestações como a presente. Deste modo, nos solidarizamos com este ato que, sabemos, não está sendo violento, tampouco gratuito, e visa apenas os direitos dos estudantes. São Paulo, 5 de maio de 2007. Victor Ferreira Representante do 1º D de Jornalismo do Mackenzie victorferreira.jo@uol.com.br
A Reitoria da USP divulgou sua contraproposta. Nós, estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo decidiram que permanecer no prédio é necessário para garantir o futuro da educação pública de qualidade no Estado de São Paulo. A reitoria da USP alardeia a abertura ao diálogo, mas sua vontade de postergar posicionamentos e decisões aponta o contrário. Nas sessões de negociação realizadas até agora, a reitoria se esquivou do debate sobre os pontos de reivindicação e negligenciou respostas efetivas ao movimento estudantil. A carta "Aos ocupantes do prédio da reitoria da USP", emitida pelo vice-reitor Franco Lajolo, reitera o descaso com o diálogo que propomos; entendemos que essa frustração do diálogo é, em essência, violenta. Continuamos sem alternativa: ocupar o prédio é a única possibilidade de conseguir o atendimento das reivindicações. Acreditamos que a idéia da reitoria de montar uma comissão mista para discutir as questões que desencadearam o protesto não é suficiente e não configura uma saída à altura das urgências estudantis. As ações e programas "em andamento", que a reitoria afirma já atenderem a nossas reivindicações, não bastam. Se bastassem não estaríamos aqui. Nosso protesto é em defesa da universidade pública e contra as medidas que privatizam, precarizam e sucateiam nossa instituição.
A reitoria entregou a carta de reivindicações à imprensa antes de entregá-la a eles. Enquanto os órgãos de comunicação já sabem da carta, os estudantes ainda estão discutindo. A carta enviada à imprensa é uma clara afronta e mostra que a reitoiria não está disposta a negociar.Os estudantes continuarão ocupando a reitoria com todas as forças. Quem puder, una-se a nós! Carta da reitoria: AOS OCUPANTES DO PRÉDIO DA REITORIA DA USP Tomada pela surpresa da invasão do prédio da reitoria da USP ao final da tarde do dia 03 do mês corrente, quinta-feira última, a reitoria iniciou o diálogo com os manifestantes dispondo-se a discutir as reivindicações na expectativa de que, aberto o canal de diálogo, o prédio fosse prontamente desocupado. Dado o não cumprimento dessa expectativa e da impossibilidade de um acordo nos termos exigidos pelos ocupantes, essa reitoria, repudiando a violência como forma de encaminhamento de propostas políticas e em defesado patrimônio público: 1. reitera a necessidade de desocupação imediata do prédio. 2. em conformidade com a tradição de diálogo na gestão desta universidade, dispõe-se a dar continuidade ao debate dos temas tratados nos dias 3, 4 e 5, através da comissão de negociação já proposta, com especial atenção para questão da moradia estudantil. Lembra, a propósito, que dos itens em questão vários dizem respeito a ações e programas que já estão sem andamento, conforme informado nas reuniões. São Paulo, 05 de maio de 2007. Franco M. Lajolo Vice-reitor em exercício
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