Todo apoio à ocupação da reitoria da USP! O ensino superior no Brasil é um dos mais elitizados no mundo e exclui a grande maioria da juventude trabalhadora. A universidade pública tem que ser defendida e expandida para garantir o acesso ao ensino superior público e de qualidade para todos. Infelizmente a tendência agora é a contraria, com uma mercantilização do ensino, a prioridade ao ensino privado e sucateamento do ensino público. Vemos isso na reforma universitária do governo Lula e nas políticas do governo tucano em São Paulo. Os decretos de Serra que restringe a autonomia universitária é uma maneira de facilitar e aprofundar essa mercantilização e o sucateamento das universidades públicas. A ampliação da moradia estudantil é muito importante para o nosso movimento. A juventude trabalhadora não precisa somente um acesso formal ao ensino superior, mas também as condições para permanecerem na universidade quando conseguir entrarem. Por isso queremos expressar o apoio do MJT, que luta pelos direitos da juventude trabalhadora no ensino e no trabalho. Reunião do Movimento da Juventude Trabalhadora em São Paulo 6 de maio 2007
Sobre a Ocupação dos e das estudantes à reitoria O Diretório Central dos/as Estudantes (DCE)-Livre da USP "Alexandre Vannucchi Leme" apóia a ocupação da reitoria realizada por estudantes, que teve início no dia 03 de maio, reivindicando um posicionamento da reitoria sobre os decretos expedidos no início desse ano pelo governador José Serra, que atentam contra a autonomia da universidade. O movimento estudantil da USP, conforme deliberado nos últimos Conselhos de Centros Acadêmicos (CCA) nos dias 17/03/09 e 14/04/07, se posiciona contrário a essas medidas por entender que ferem a autonomia financeira, administrativa e pedagógica da universidade, comprometendo o livre pensamento e seu caráter público. Defendemos a revogação dos decretos e a necessidade da comunidade universitária se incorporar nessa luta. O DCE-Livre reafirma as bandeiras do movimento estudantil: defesa da universidade pública, de qualidade, gratuita; e ressalta a emergência da ampliação da política de permanência - moradia, bolsas e alimentação. É fundamental que a universidade mantenha os espaços de diálogo com o movimento estudantil e com toda a comunidade universitária sobre as implicações imediatas e de longo prazo dessa política. A gestão "Camarão que Dorme a Onda Leva" defende ampliar a participação na mobilização contra os decretos, pois entende que o movimento não se restringe a estudantes organizados. O DCE-Livre se responsabiliza em convocar o corpo discente às Assembléias e CCAs, que são os espaços legítimos do movimento. Esclarecemos que através da formalização do convite para a audiência pública do dia 03 de maio procuramos diálogo com a Reitoria, porém, esta não enviou representantes, o que serviu de justificativa para ocupação da reitoria por setores do movimento estudantil. O DCE-Livre ressalta a importância da preservação do patrimônio público e se coloca contra qualquer forma arbitrária de punição ou repressão a estudantes que participam da ocupação, por entender que este é um instrumento legítimo de ocupação. Cidade Universitária, 6 de maio de 2007
O Centro Acadêmico Lupe Cotrim, sensibilizado com a coragem, o esforço e a determinação dos estudantes da USP vem por meio desta manifestar seu apoio à ocupação da Reitoria. Desde o início do ato alunos da ECA estiveram presentes, mobilizados na construção do movimento, e estas palavras surgem no intuito de reafirmar nossa união à luta. Num momento crucial para a sociedade, no qual vemos dia-a-dia o sucateamento da Educação, é imperativo que ações como esta sejam tomadas. Delas depende o ensino público, gratuito e de qualidade, assim como sua ampliação para toda a sociedade. Centro Acadêmico Lupe Cotrim - ECA/USP
Os moradores do Crusp, reunidos na noite deste domingo, decidiram que apóiam totalmente a ocupação da Reitoria da USP. Também reivindicam mais verbas para a moradia estudantil e ampliação de vagas.Está marcada uma nova reunião dos moradores do Crusp amanhã (07), às 23h, dentro da Reitoria (no saguão do Conselho Universitário, bloco K).
Professora das estaduais paulistas se manifesta publicamente sobre os decretos. A Ocupação da reitoria da USP espera que a iniciativa se espalhe entre a classe docente. Maria Sylvia Carvalho Franco, professora titular de Filosofia da USP e da Unicamp, em artigo publicado neste domingo (05) no caderno Mais! da Folha de S.Paulo, avaliou as mudanças empreendidas pelo governo estadual. A professora disse que o teor político do decreto que vincula o orçamento das universidades públicas de São Paulo ao Siafem/SP é "excluir a gestão financeira privativa das universidades e aliená-la à administração direta do Estado, dinamizando recursos para acréscimo de poder". Em detrimento do ensino público, a gestão Serra acredita que "é útil atender ao 'pujante setor' das universidades privadas, fonte de votos".O governo Serra, com claras intenções políticas, concede benefícios às instituições particulares, uma forma de mostrar preocupação com o ensino superior como um todo. Maria Sylvia se mostra preocupada. Para ela, tal procedimento abre caminho para um encaminhamento mercadológico da educação: "A interface do governo Serra/universidade é definida pelo desenvolvimento industrial, em uníssono com Fiesp e CNI, fortes agrupamentos políticos". Mas a professora alerta que a pesquisa operacional (voltadas para atender as demandas do mercado) não traz benefícios à sociedade: "No alvoroço reformista-empresarial de espelhar nossas instituições no padrão genérico 'de todo o mundo', advirta-se que o investimento público, motor de lucro às firmas, é a fundo perdido".O compromisso do governo de prover pesquisas operacionais cerceia a liberdade e a iniciativa dos estudantes, corroborando para o controle da propriedade intelectual produzida nas universidades estaduais paulistas."Via fundações, as universidades públicas privatizam-se, mediante convênios, suplementos salariais e cursos pagos". Fato consumado na USP, onde diretores de Unidades integram até mesmo Conselhos Curadores de fundações privadas, em situação flagrante de conflito de interesses.A Ocupação da Reitoria da USP reitera sua posição contrária ao autoritarismo dos decretos do Serra, contra uma universidade mercadológica, e a favor da educação gratuita e de qualidade para todos e todas, que depende eminentemente de autonomia. O movimento de Ocupação conta com mais manifestações que fortaleçam este ato político, e que afrontem as medidas precarizadoras do ensino impostas pelo governo.
Saudações. Aproveito para manifestar total apoio à luta dos estudantes da USP: é preciso barrar a sanha privatista, anti-trabalhador e anti-educação do Governo Serra. Nenhum direito a menos. Na verdade, queremos recuperar e avançar na conquista dos direitos do povo brasileiro, a começar do direito à escola pública de qualidade para todos. Fiquem firmes na luta. Estamos com vocês. Abraços Solidários. Hamilton Octavio de Souza Jornalista, Professor da PUC-SP, Diretor da Apropuc.
Nessa segunda-feira (07/05), às 20h, professores universitários visitarão a ocupação na reitoria da USP. Até agora, mais de dez nomes foram confirmados, entre eles, Pablo Ortellado, Leon Kossovitch, Cesar Minto, João Zanetic, Luiz Martins, entre outros. A visita será seguida de uma roda de discussão sobre autonomia universitária.
19h30 - Ensaio aberto de Dança (Grupo Sintoma) com Jam Session (Frigazz) 22h - Samba Rock Funk Clássico Até o Sol raiar ( O Brasil não terá mais bomba atômica) Como hoje é domingo, não é permitida a entrada de pessoas não vinculadas à USP. Caso compareçam pessoas não vinculadas, favor ligar antes para 3091-2419 e combinar a entrada no campus. RE-VIRADA CULTURAL vir a ser arte: o ato, abrir os portões ocupar a Pólis Cultura A ocupação da REItoria pelos estudantes Funde num só ato criador a sua vida - autonomia! democracia! Poder ser sujeito de seus atos - Livre criação, que ao menos num dia floresce, e se ocupa e não só passa: Pulsa. Cá estamos e fazemos da arte nossa luta Subversão da ordem dada por reitores-governadores, pelo capital. Arte-Catarse Ferir a carne podre, a obra morta Do mercado arte à hegemonia Pela arte e seu poder transformador Parir as próprias mãos, Forjar o corpo em diálogo Para além do entretenimento O c u p e m o s !
"Nós, estudantes e entidades presentes no seminário sobre Reforma Universitária, organizado pelo comitê UFRJ da frente de luta contra a reforma universitária, no dia 5 de maio, apoiamos a ocupação da reitoria pelos estudantes da usp, que representa a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade." Saudações Marcello Caefd UFRJConlute Frente de luta contra a reforma universitária
MOÇÃO DE APOIO AOS LUTADORES DA USP Os estudantes de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, representados pelo DAEFI, apóiam a ocupação na reitoria da USP pelos estudantes, sabendo que estes são muito afetados pelos cortes de investimentos com a educação pública e que essa luta é em defesa de um direito social. Repudiamos qualquer tipo de criminalização que se tente contra este movimento que age legitimamente pressionando o governo para que este decida em favor dos estudantes e da sociedade e não de empresários. Entendendo que essa ocupação é parte da luta contra os Decretos do Governador José Serra, que tem o intuito de tirar a autonomia das Universidades Públicas Estaduais de São Paulo, nos posicionamos ao lado dos que lutam pelo acesso público ao conhecimento. Movimento Consciência e Luta DAEFI - UFRGS
Artigo publicado no caderno Mais!, domingo (6) A questão da universidade Interferência do governo estadual na gestão das políticas de ensino superior em SP sugere atenção ao setor privado MARIA SYLVIA CARVALHO FRANCO ESPECIAL PARA A FOLHA José Serra interpôs-se ao orçamento das universidades públicas paulistas e à sua gestão [com o contingenciamento de verbas instituído em janeiro passado]. O professor Pinotti [secretário de Ensino Superior] afirma tratar-se de transparência em negócios oficiais, limitando sua assertiva a uma operação técnica, elidindo razões, meios e fins. Subjaz, ao contexto latente, o teor político desse ato: excluir a gestão financeira privativa das universidades e aliená-la à administração direta do Estado, dinamizando recursos para acréscimo de poder. De pronto, é útil atender ao "pujante setor" (Pinotti) das universidades privadas, fonte de votos nutrida por carências de educação e escassez de trabalho, aliado a bolsas, cotas, monitorias, voluntariado, de fato subempregos. No ciclo longo, entram em cálculo alvos cognitivos. Critica-se a liberdade de pesquisa, em nome de diretrizes emitidas por focos externos a ela (governo, empresários, mercado). Esmaeceu-se a consciência de que o engenho científico se afia nos interesses imanentes ao trabalho, em tropeços e prazeres intrínsecos à investigação, batendo pistas indeterminadas a priori. Diluiu-se o senso de que o saber advém sob modos e ritmos vários, que sua busca é infinita, que cerceá-lo é esterilizar seu ânimo, reduzir o progresso da ciência a acúmulo baldio. Entre paradoxos, corta-se a iniciativa e urge-se "inovar". A forma da universidade, no Estado, é crucial para ambos. Ditar áreas de reflexão, enrijecer normas de pesquisa, exigir célere aplicação roem o conhecimento. Do prisma civil: se os alentos da vida espiritual forem preteridos como finalidade, perdem-se as fibras da cidadania. Políticos em leilão, máculas de caráter, intelectuais que se desdizem vingam nesse lapso mortal da interioridade infecunda. Pujante setor Organogramas não são ingênuos. O controle financeiro e a justaposição administrativa das universidades públicas às particulares sinalizam claro intento político: o governo busca valorizar "o ensino superior que não se resume, porém, às três universidades estaduais". Esse "pujante setor" inclui 500 unidades, com "graves questões a serem corrigidas" (Pinotti, na pág. A3 da Folha de 26/1). Como? Dessas centenas, raras têm aval acadêmico e mesmo as precárias são acolhidas: subsidiá-las é abonar verbas públicas a negócios lucrativos. O afã por esse veio não é de agora. A FMU, na qual o professor Pinotti foi reitor e hoje preside o Instituto Metropolitano de Altos Estudos (Imae), realizou seminários (envolvendo órgãos e membros do Executivo, Parlamento, magistratura, fundações de apoio à pesquisa e ao ensino, reitores e docentes do sistema público) sobre reforma universitária, que incluem tal benesse e outros itens anunciados pelo governo Serra. Leia-se a "Revista do Imae". A alta presença do professor Pinotti nessa instituição (em que pese seu admirável currículo acadêmico) e no Estado não define conflito de interesses, legal ou ético? Seguindo a meada: a interface governo Serra/universidade é definida pelo desenvolvimento industrial, em uníssono com Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] e CNI [Confederação Nacional da Indústria], fortes agrupamentos políticos (descuidados por Lula, mas agora atraídos ao Ministério da Ciência e Tecnologia). No alvoroço reformista-empresarial de espelhar nossas instituições no padrão genérico "de todo o mundo", advirta-se que o investimento público, motor de lucro às firmas, é a fundo perdido. Impõe-se cautela: o serviço do Estado (o cidadão paga pesado por ele) não cessa aí, e o desenvolvimento não engata a todos os "modernos" (de empresários a populares) no trem da história, ilusão malograda. Detalhes Via fundações, as universidades públicas privatizam-se, mediante convênios, suplementos salariais e cursos pagos. Para bem ou mal, todo o complexo até agora esteve sob asas acadêmicas. Não mais. Atentem para esse detalhe, os adeptos do modelo. Se o destino universitário é, para Serra e adjuntos, o vínculo inapelável com a prática, não subestimem o tino alheio e o declarem. É um modelo possível, mas velho e autoritário. Nesse quesito, é útil ler Fichte, o nacionalista estatizante, afim às atuais tendências de ativismo centralizador radicado na ordem burguesa, com um olhar de soslaio na comunidade. A excelência acadêmica é cara, e compete ao Estado, com suas derramas, garantir chances iguais de acesso a ela, com rigor seletivo. O ensino básico, compatível com esse ingresso, é um direito, não mister de altruísmo. Diz a má-fé gerada pela ditadura militar que só ricos fruem desses centros e que, algures, pagariam. Qual "elite" (leia-se classe média, provedora-mor da Receita) dispõe, aqui, de US$ 200 mil [R$ 407 mil], preço da Harvard Law School (um professor para cada seis alunos e esplêndidas "research facilities")? Esse, o custo da "Ivy League" [constituída pelas oito mais tradicionais universidades dos EUA], à qual setores americanos médios, menos onerados, podem chegar. Fazemos muito, com menos. ------------------------------
-------------------------------------------------- MARIA SYLVIA CARVALHO FRANCO é professora titular de filosofia da USP e da Universidade Estadual de Campinas e autora de "Homens Livres na Ordem Escravocrata" (ed. Unesp).
O DCE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apoia plenamente a ocupação na reitoria da USP pelos estudantes, sabendo que estes são muito afetados pelos cortes de investimentos com a educação pública e que essa luta é em defesa de um direito social. Entendendo que essa ocupação é parte da luta contra os Decretos do Governador José Serra, que tem o intuito de tirar a autonomia das Universidades Públicas Estaduais de São Paulo, nos posicionamos ao lado dos que lutam pelo acesso público ao conhecimento. Na luta por uma Universidade Pública e Popular! Gestão Instinto Coletivo DCE - UFRGS
Moção de Apoio das entidades estudantis da Unesp de Bauru: Diretório Acadêmico Di Cavalcanti da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (DADICA - FAAC) Diretório Acadêmico César Lattes da Faculdade de Ciências (DACEL - FC) Centro Acadêmico de comunicação Florestan Fernandes (CACOFF) As entidades estudantis de Bauru, DADICA, DACEL e CACOFF, por meio dessa moção reiteram seu total apoio à ocupação da reitoria pelos estudantes da USP no dia 03/05/07. Como entidades representativas de uma universidade estadual paulista, sentimos orgulho e obrigação em nos somarmos à luta dos estudantes da USP contra os freqüentes ataques feitos pelo atual governo do estado às nossas universidades, ataques esses que agora mais se evidenciam com os decretos do governador Serra. Que o exemplo da resistência dos estudantes da USP se some à nossa consciência da necessidade de unificar os estudantes, professores e funcionários na luta para barrar os decretos do governo do estado e a reforma universitária do governo federal (reforma essa que caracterizamos como tendo o mesmo caráter privatizante que os decretos). O Centro Acadêmico de Jornalismo do Mackenzie também manifestou sua solidariedade e apoio à ocupação! Valeu galera!
O Centro Acadêmico XX de Agosto - Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo - manifesta todo apoio à legítima ação dos estudantes que ocupam a reitoria da USP e suas reivindicações. A ocupação se fez meio imprescindível de pressão sobre a reitoria, que não se mostra disposta a dialogar de forma pública e honesta com os estudantes. São Paulo, 06 de maio de 2007.
O Movimento Passe Livre ABC (MPL-ABC) demonstra solidariedade com a ocupação, por representar a luta dos estudantes pela reafirmação do espaço público, contra a privatização. Transporte e educação não são mercadorias. São Paulo, 06 de maio de 2007.
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