Grupo de Discussão sobre Comunicação e Relação com a Mídia na Ocupação

 

O debate principal deste GD girou em torno das questões estratégicas e ideológicas que permeiam as relações e as formas de se lidar com a mídia. Foi um primeiro momento durante a ocupação para abertura desse tipo de reflexão.

Também foi discutido a função da comissão de comunicação, de forma a repensar as prioridades das instâncias de comunicação (interno da ocupação, interno do movimento estudantil, com a opinião pública, com os movimentos, etc). Ou seja, se constatou que a comissão acabou se voltando naturalmente para a priorização do atendimento à grande mídia, relegando à segundo plano a comunicação interna, ou ainda, aquele produzida por nós mesmos.

Muitos falaram a favor dessa prática, argumentando que, apesar de conhecerem o papel e interesses da mídia de massas era importante responder a ela, para que nossas voz fosse considerada.

Outros analisam que nossas intenções e objetivos não são considerados pela grande mídia, por serem necessariamente contrários aos seus interesses.

De qualquer forma, ficou consensual que a relação e priorização com a grande mídia estava exacerbada (como exemplo extremo temos o caso da revista Veja).

Foram levantadas diversas formas de se comunicar e dialogar com a opinião pública, sem legitimar e reproduzir as corporações de imprensa que vendem acontecimentos como mercadoria:


  • Manter o blog atualizado e organizado para que possa ser consultado como fonte de informação pelos interessados (incluindo a mídia).

  • Buscar direitos de resposta e espaços que veiculam produções integrais da ocupação.

  • Produção de mídias próprias: TV, rádio, panfletos (escolas, cursinhos, metrôs, ônibus...).

  • Produção de textos e vídeos do movimentos a serem reproduzidos pela mídia que apóia o movimento: CMI, por exemplo.

  • Produção de textos e vídeos do movimento a serem veiculados por redes integradas por diferentes movimentos sociais e culturais: Cooperifa, FELCO, entre outros.

  • Mapear moções de apoio e usar esses contatos como forma de comunicação e multiplicação.

  • Produzir arquivos em áudio para outras rádios (livres e comunitárias) veicularem.

  • Ocupar a fachada da ocupação com textos diversos visíveis aos memboras da mídia que circulam pelo entorno da reitoria.

Grupo de Trabalho: INCLUSP

O GT de discussão do Programa de Inclusão Social da USP (INCLUSP), reunido hoje, 03/06/07, contou com a participação de 12 pessoas. Este Grupo de Trabalho aprofundou-se nas questões relativas ao ponto 15, a partir da análise sistemática do referido programa.


Seguem abaixo os indicativos tirados na reunião:

  • Solicitação de audiência pública com a Pró-Reitora de Graduação, Drª Selma Garrido, para que ela:

  1. Divulgue os dados relativos ao ingresso de estudantes no vestibular 2007;

  2. Divulgue os dados relativos à permanência e evasão de estudantes das unidades da USP, em particular da EACH;

  3. Informe acerca do gerenciamento de ações da implementação do INCLUSP.


A próxima reunião do grupo está marcada para quarta-feira, 06 de Junho, às 18h00. Nesta reunião, o grupo retomará a discussão sobre o INCLUSP e também do texto do professor Antônio Sérgio Guimarães, “Ingresso de Negros na Universidade de São Paulo de 2001 à 2007”.