27 May, 2007 04:13
Estudantes de Letras / Moção de Apoio - USP
Nós Estudantes de Letras de todo o Brasil, representados pela Executiva Nacional dos Estudantes de Letras - ExNEL, pelos Centros e Diretórios Acadêmicos de Letras e Diretórios Centrais dos Estudantes, desprezamos categoricamente qualquer tipo de repressão, seja ela policial, jurídica, política, ao movimento estudantil ou a qualquer movimento social.
Defendemos também a liberdade de manifestação política por acreditar que esta é fundamental para a consolidação da Democracia.
Nós que lidamos com as dificuldades pela luta dos nossos direitos e ideais cotidianamente, prestamos por meio desta solidariedade à Ocupação da Reitoria da USP, por entendermos que os estudantes e funcionários da USP têm a total legitimidade de lutar pelo Ensino Superior Público, Gratuito de Qualidade e contra esta nefasta Reforma Universitária que vêm sendo implementada pelo Governo Lula, resultando no fruto de uma visão estreita, com o único objetivo de abrir cada vez mais o mercado da educação superior em detrimento da universidade pública.
Esta nota não é somente um ato simbólico de apoio a uma manifestação Política, é também um Grito que urge pela Resistência dos que lutam por um Ensino Superior de qualidade, que inclua a sociedade no debate de uma nova realidade menos desigual e com igualdade de oportunidade para o desenvolvimento de toda a sociedade.
Executiva Nacional dos Estudantes de Letras – ExNEL
Centro Acadêmico de Letras – Universidade de Brasília / CALET UnB
Centro Acadêmico de Letras 06 de Outubro – Universidade Federal do Rio de Janeiro / CALET UFRJ
Centro Acadêmico de Letras Português – Universidade Estadual do Piauí / CALEP UESPI
Centro Acadêmico de Letras – Universidade Federal do Paraná / CAL UFPR
Centro Acadêmico de Letras Macunaíma – Universidade Federal de Alagoas / CALET UFAL
Centro Acadêmico de Letras – Universidade Católica de Brasília / CAL UCB
Centro Acadêmico de Letras - Universidade Estadual da Paraíba / CAL UEPB
Diretório Central dos Estudantes – Universidade Federal do Paraná / DCE UFPR
Diretório Central dos Estudantes – Universidade do Estado da Bahia /DCE UNEB
Quem mais quiser assinar essa moção, entre em contato. A mesma será disponibilizada ainda hoje no site da ExNEL - www.exnel.org.br
Diogo Ramalho - ExNEL / CALET UnB
27 May, 2007 02:44
Manifesto de apoio do PAR (estudantes de Direito da UFPR) aos estudantes da
USP
“No perfil, por onde for, eu levarei muitos.
Eu: um elo da corrente
que me une a outros tantos, de mãos dadas (...)”
Leonardo Augusto Bora
(estudante de Direito na UFPR e integrante do Partido Acadêmico
Renovador)
Um estudante deve levar no perfil não apenas a sua mochila carregada de
livros e cadernos, mas a consciência da importância de seu papel enquanto
agente transformador da realidade. Não deve ser apenas alguém que se
preocupa com a própria formação, mas também com a educação de uma forma
geral, com algo que ultrapasse as paredes da sala-de-aula; um alguém que
questiona, que contesta, que toma partido, que defende as suas causas por
ter ciência da importância delas para com toda a coletividade. Um estudante,
portanto, não deve fazer dos livros apenas objetos de consulta, mas, se
preciso for, trincheiras. Guerreiro: eis uma definição para o perfil do
estudante da USP que não se deixou intimar frente às imposições daqueles que
tentam confinar o ensino universitário na prisão do tão somente
mercadológico.
Nós, estudantes de Direito da Universidade Federal do Paraná e membros do
Partido Acadêmico Renovador (PAR), acreditamos levar no perfil os mesmos
ideais que impulsionam vocês, estudantes da USP, a lutar pelo ideal de uma
universidade efetivamente pública, gratuita e de qualidade. Para que este
ideal seja alcançado a autonomia se mostra imprescindível: é impensável a
idéia de que a universidade pública possa ficar à mercê dos humores do
mercado e das políticas governamentais, as quais nem sempre correspondem aos
anseios dos estudantes. Assim, fazem-se legítimas as reivindicações
apresentadas por vocês, cabendo a nós demonstrar uma postura solidária aos
seus ideais.
Somos elos distintos de uma mesma corrente; corrente esta que une todos
os estudantes que compartilham da idéia de que educação envolve engajamento
social, união e compromisso com a mudança. Novos horizontes são possíveis;
pensar uma universidade pública com mais qualidade, autonomia e inserção na
sociedade é tarefa que se faz urgente. Lutemos, pois, de mãos dadas. Não nos
afastemos, como aconselhou Drummond: “Não nos afastemos muito, vamos de mãos
dadas.”
26 May, 2007 20:45
Amanha, às 19h, teremos mais uma atividade do nosso Cultura de Greve!
Debate com as Profas Sonia Kruppa e Lisete, da Faculdade de Educaçao (FE-USP) sobre Gratuidade Ativa
Convidamos todos a participar!
26 May, 2007 16:25
Sábado - 16 de Maio
19H00 - Debate com Chicho, operário da fábrica argentina SinPat (Zanon) "Ocupação, controle operário e universidade à serviço dos trabalhadores e do povo pobre"
19H30 - Cine Ocupação - Memórias do Saqueio
21H50 - Cine Ocupação - Casa de Cachorro
22H30 - Cine Ocupação - Sonho Real
25 May, 2007 14:25
Recebemos essa mensagem por email, e achamos importante repassar para informar sobre o que passa na FATEC *** SOMOS UMA PARTE DOS ALUNOS DA FATEC E GOSTARÍAMOS DE DIZER QUE APOIAMOS A OCUPAÇÃO, POIS, ESTAMOS SOFRENDO COM O DESCASO DE SERRA COM AS UNIVERSIDADES (ESTÃO QUERENDO NOS PREJUDICAR TAMBÉM, MAS QUANDO PROCURAMOS SABER OS FATOS NINGUEM SABE DE NADA, ESTRANHO NÃO?). ALEM DISSO ESTÃO CORTANDO AS VERBAS DAS FATEC E, CADA DIA QUE PASSA, CRIANDO MAIS FACULDADES COM MENOS RECURSOS. AQUI NA FATEC INDAIATUBA, AS INSTALAÇÕES SÃO PRECÁRIAS E JÁ NÃO TEM ESPAÇO PARA TANTOS ALUNOS, ISSO PREJUDICA O DESENVOLVIMENTO DOS CURSOS. ALEM DO MAIS, ESTÃO QUERENDO TERCERIZAR O CENTRO PAULA SOUZA, MONTANDO UM "SENAI" (NADA CONTRA). NÃO ACHAMOS CERTO, SO QUE ISSO NÃO É DIVULGADO NEM NOS PERMITEM DIVULGAR NADA PELOS ALUNOS, SÓ UM "BOCA A BOCA" NÃO RESOLVE. O CERTO SERIA UMA REUNIÃO COM TODOS OS ALUNOS, INCLUSIVE DE TODAS AS FATECS PARA FALAR SOBRE ISSO, MAS FICA MEIO DIFICIL, JÁ QUE EXISTEM MILHARES DE DESINTERESSADOS. NÃO PODEMOS NOS ESQUECER TAMBEM QUE NÃO É SÓ AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS QUE ESTÃO SENDO PREJUDICADAS, POIS, CONHEÇO MUITOS PROFESSORES DA REDE FUNDAMENTAL E MÉDIO QUE ESTÃO MUITO PREOCUPADOS COM A REFORMA QUE ELE (SERRA) QUER FAZER NESSA PARTE DO ENSINO. O SERRA ESTÁ NOS MOSTRANDO QUE ELE QUER ACABAR COM O ENSINO, QUE JÁ ANDA MEIO PRECÁRIO, ONDE ELE QUER CHEGAR??? GOSTARIÁMOS DE RECEBER NOTÍCIAS SOBRE OS FATOS QUE OCORREM, SOBRE FUTURAS REUNIÕES TANTO DA USP SOBRE A EDUCAÇÃO QUANTO DA UNE. GRATOS: ALUNOS FATEC - INDAIATUBA
25 May, 2007 14:22
MOÇÃO DE APOIO O ANDES-Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior manifesta seu total apoio ao movimento reivindicatório dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP), por: mais verbas para a educação, maior participação dos estudantes nas instâncias decisórias da universidade, melhoria na infraestrutura da instituição, ampliação da moradia estudantil e contra o Decreto do governador José Serra que viola a autonomia universitária, fere o principio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, inviabiliza a contratação de servidores públicos (professores e técnicos), condições básicas para alcançar uma universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. O ANDES-SN repudia qualquer ameaça de uso de força policial na busca de solução para o impasse estabelecido, pela falta de diálogo por parte da administração universitária, e solicita à reitoria dessa instituição, imediata abertura de negociação com o movimento estudantil. Brasília, 22 de maio de 2007
24 May, 2007 13:59
Manifesto do Instituto de Artes da UNESP Os funcionários, estudantes e docentes, em processo mobilizatório no Instituto de Artes da Unesp, campus de São Paulo, assim como os demais campi da Unesp, da Unicamp e da USP, antes de se mostrarem chocados com os arrogantes decretos do governador e seus fiéis escudeiros, contestam a suposição de que pudesse haver nas 3 universidades citadas processos passíveis de corrupção, conforme justificativas amplamente divulgadas nos meios de comunicação. Tal repúdio deve-se a: * Políticas neoliberias do PSDB, implementadas desde 1995, que têm, a partir de certa legitimidade, buscando a privatização e a mercantilização do ensino superior, tratando o mesmo como um serviço e não como um direito. Tal como vimos acontecer no ensino de base desde o início do governo tucano (vide dados do SAEB - Sistema Nacional de Avaliação da Educação de Base). * Reitores e diretores das três universidades públicas, eleitos pelas comunidades acadêmicas, surpreendentemente colocam-se indiferentes às políticas do governador, alegando que os decretos não ferem a autonomia universitária que, vale lembrar, nos é garantida pelo Artigo 207 da Constituição Brasileira. * Ao mesmo tempo em que o governador reteve o repasse de verbas para as três universidades, financiou a criação do "Instituto Microsoft Research/ FAPESP de pesquisa" a um custo de 400 mil dólares cada, privilegiando assim, os interesses de mercado. * Alocou a FAPESP numa secretaria diferente da do ensino superior. Além disso, desconhece a pesquisa básica, privilegiando a pesquisa operacional, ignorando o tripé ensino/pesquisa/extensão - que caracteriza a universidade. * Obriga as universidades a ingressarem no SIAFEM (Sistema de Administração Financeira dos Estados e Municípios), como se as universidades já não tivessem transparência em sua administração. As medidas citadas ferem a autonomia didático-científica, financeira e administrativa, ou seja, o Artigo 207 por inteiro. Não há a mais leve suspeita de má gestão dos recursos universitários, nada que impulsionasse a criação dos decretos, já que a autonomia resultou numa série de melhorias às universidades estaduais. Como se pode perceber, o "vandalismo" dos estudantes é muito menos àquele perpetrado à população pelo governo, reitores e por certos órgãos de imprensa. Este manifesto propõe um maior posicionamento de todos, pelo: - NÃO aos decretos do Serra - NÃO à punição dos participantes de manifestações pacíficas contra os decretos - NÃO è repressão policial na ocupação da reitoria da USP - NÃO à deturpação da informação pela mídia - NÃO à omissão
24 May, 2007 13:58
Moção de apoio as estudantes da USPNós estudantes do Instituto de Artes da UNESP, apoiamos a luta contra a repressão e em defesa de uma educação pública gratuita e de qualidade.Diretório Acadêmico Manuel BandeiraPedro BacellarCoordenadoria de Administração e Finanças
23 May, 2007 13:32
São Paulo, 21 de Maio de 2007. EDUCAFRO MANIFESTA APOIO À LUTA DOS ESTUDANTES DA USP Rede de cursinhos comunitários para negros condena uso da força policial e está solidário com propostas dos universitários, professores e funcionários! A EDUCAFRO - Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes, rede de pré-vestibulares comunitários presente em toda periferia de São Paulo, conforme deliberado em assembléia geral dos núcleos de base, vem a público expressar sua solidariedade e apoio ao movimento que hoje ocupa a reitoria da USP, bem como às reivindicações dos professores, funcionários e professores desta Universidade. O grande êxito da "Ocupação" é despertar toda sociedade para as sérias questões apresentadas nos 17 itens de exigências dos estudantes. Muitos pontos da Pauta são lutas da Educafro, de movimentos sociais e do movimento negro. Devem ser aprofundados pela USP, pelo Governo Serra, pela ALESP e Poder Judiciário urgentemente! Por este motivo, apoiamos a atual Ocupação da Reitoria USP! Da ditadura militar aos nossos dias, a juventude organizada resiste, contesta e propõe novos rumos. Nesse sentido, a luta pelo acesso igualitário à educação pública e pelo resgate do papel da universidade enquanto espaço de resistência tem sido uma das suas principais bandeiras. É de se lamentar o fato de que o atual governador José Serra e muitos políticos que militaram no movimento estudantil, tendo resistido ao autoritarismo, tomem hoje posicionamentos repressivos defendendo o uso da força policial contra os estudantes. É triste ver a USP acionando a policia contra os seus próprios alunos. Não é de hoje que a Universidade usa do autoritarismo e se recusa a repensar suas práticas. A Educafro já sofreu com diversas formas de repressão ao se manifestar, sendo impedida de participar de discussões públicas sobre Ações Afirmativas ou tendo seus alunos impedidos de adentrar-se ao Campus. A negativa da USP em ceder isenções da taxa do vestibular (só conquistada com muita luta judicial e protestos) ou incluir quesito étnico no INCLUSP, além da insistente postura da USP em não alterar o quadro de exclusão de negros(as) são demonstrações da mesma REPRESSÃO. Hoje se põem novos desafios não só aos estudantes da USP, mas também a toda a juventude: Transformar a USP numa Universidade a serviço da sociedade, democratizando e universalizando o acesso às camadas populares. Durante os mais de 10 anos de luta da Educafro pela inclusão de pobres e negros à Universidade, a USP tem se mostrado insensível e tem tomado atitudes elitistas e excludentes. Exigimos o atendimento às pautas colocadas pelo movimento, em especial, que acolha o item 15, "Lutas por ações afirmativas - mudança radical na concepção de Inclusp para garantir o acesso real de negros e pobres à universidade". A Educafro acompanha com preocupação o desenrolar dos acontecimentos na USP. Acreditamos que, em nome do bom senso e da justiça, a Reitoria da USP, Universitários, Professores e Funcionários, retomarão os encaminhamentos necessários da pauta de reivindicações em todos os seus 17 pontos! Exigimos que o Governador Serra ordene a retirada imediata da polícia militar do interior do campus e, em conjunto com a USP, requerer judicialmente a cassação da ordem de reintegração! Apelamos à capacidade política do governador e da reitoria da Usp, no sentido de buscar o diálogo, dispensando o USO DA FORÇA POLICIAL, ARTICÍFICIO QUE REPUDIAMOS E ENTENDEMOS SER CARACTERÍSTICA EXCLUSIVA DOS GOVERNOS AUTORITÁRIOS! Apoiamos e nos solidarizamos aos guerreiros e guerreiras! Que ZUMBI DOS PALMARES sirva de inspiração e a RESISTÊNCIA DO POVO AFRO-BRASILEIRO ao longo da história, dê luzes às próximas ações! Sede Nacional da Educafro
23 May, 2007 13:26
Os funcionários do ICB, reunidos em assembléia, manifestam posição frente à moção emitida pela Congregação deste Instituto referente ao apoio dado à reitoria.A forma utilizada para análise e aprovação da referida moção, pela primeira vez no ICB, vai contra a tradição democrática de discussão ampla dentro da unidade, onde todos os membros da comunidade e inclusiva da Congregação, debatem e encaminham as resoluções de uma forma participativa e democrática.O referido documento foi apresentado aos congregantes em forma de consulta, e assim não pode ser entendido como uma resolução da Congregação.Outrossim, repudiamos a maneira como foi tratada nesta "moção" a ocupação do prédio da reitoria por parte dos estudantes, sendo esta classificada como "invadido por um grupo de alunos com o apoio, em um momento posterior, de um grupo de funcionários", dando a entender que eles não representam a comunidade de estudantes e funcionários desta Universidade.Entendemos que a luta dos estudantes é em defesa da autonomia universitária, valor este que deveria ser prezado e defendido por todos os setores da comunidade acadêmica.Funcionários do ICB em greve.23 de maio de 2007.
23 May, 2007 13:25
Em face da grave crise pela qual passa a USP, o Conselho do Departamento de Antropologia manifesta, em 22 de maio de 2007, seu apoio aos esforços da comissão de docentes desta Faculdade que, reunidos com os estudantes, buscam uma saída pacífica que restabeleça o diálogo e as condições de convivência institucional. Entende este colegiado que iniciativa como essa contribui para substituir a violência como recurso de pressão e de imposição da vontade de uns contra a vontade de outros pelo recurso próprio à universidade, que é a persuasão racional e a deliberação mediante a palavra compartilhada.
23 May, 2007 13:24
Em defesa da Universidade de São Paulo ANTONIO CARLOS ROBERT MORAES ESPECIAL PARA A FOLHA (disponível em:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2305200705.htm) Quando o atual governo do Estado de São Paulo decidiu promulgar um decreto alterando a estrutura das universidades públicas estaduais, gerou a possibilidade da crise que agora vivenciamos. Tal medida não constava do programa de governo apresentado pelo candidato a governador, nem foi levantada em sua campanha eleitoral. Por isso surpreendeu a comunidade uspiana, inclusive aqueles que nele votaram. Para utilizar uma expressão popular, foi uma medida "tirada do bolso do colete", incidindo em uma área da administração pública estadual que, comparativamente, não apresentava grandes problemas. Ao contrário, a USP permanecia com a sua produção acadêmica de qualidade e estava expandindo vagas. Cabe assinalar que, para uma proposta que visava "aprimorar" o sistema universitário paulista, a medida continha grandes lacunas e imprecisões, como ficou bem demonstrado nas alterações posteriormente realizadas pelo próprio governo estadual, e nas dúvidas que persistem sobre suas atribuições até o momento. Em face ao quadro descrito, e dada a omissão dos dirigentes da USP que não se manifestaram quando da publicação do decreto, instalou-se um clima de insatisfação na comunidade uspiana. Tal terreno possibilita atitudes radicais e mesmo impróprias, como a invasão do prédio da reitoria por um grupo minoritário, que se manifestou como "vanguarda" política no processo. Sem dúvida, essa ação desencadeou o debate que agora se trava, porém a atual situação de impasse, que persiste, é altamente lesiva à instituição. As atividades-fim de ensino, pesquisa e extensão são prejudicadas, e municia-se os interesses contrários à universidade pública com argumentos falaciosos, que passam à sociedade uma visão distorcida da vida universitária. Órgãos de imprensa inescrupulosos fartam-se nessa situação, apresentando os docentes como uma corporação privilegiada e os alunos como rebeldes irresponsáveis. Esta visão deturpada e intencionalmente dirigida para a destruição de um bem público não releva os enormes serviços prestados pela USP ao longo de sua existência. Todo o sistema universitário brasileiro lhe tem como matriz geradora de quadros especializados e como referência institucional. A pesquisa de excelência ali praticada, responsável por quantidade considerável da produção humanística e científica nacional, se expressa desde a geração de patentes de remédios de suma importância para a saúde humana até a elaboração de interpretações básicas para o entendimento de nossa história, desde o desenvolvimento de tecnologias vitais para o país até a reflexão sobre posicionamentos que aprimoram a nossa sociabilidade. Além disso, cotidianamente, a universidade presta diversificados serviços à população, seja no campo do atendimento médico, da elaboração de laudos técnicos, de difusão da cultura, entre outros. Enfim, seria longa a lista dos benefícios que a universidade cria para a sociedade que a mantém. Pequeno é o seu custo em comparação com outras aplicações dos recursos públicos. Por essa tradição já consolidada, a Universidade de São Paulo não pode ser colocada na "bacia das almas" do jogo de interesses mercantis, partidários ou político-eleitorais. A sociedade paulista tem de defender este seu patrimônio, lutando pela manutenção de sua autonomia, de sua independência administrativa e de pensamento. O que não significa falta de transparência na prestação de contas (como parece sugerir o discurso governamental). ------------------------------
----------------------------------------------------------------------ANTONIO CARLOS ROBERT MORAES é professor-titular do Departamento de Geografia da FFLCH, foi secretário da Adusp e representante dos professores-assistentes e dos professores-doutores no Conselho Universitário da USP
23 May, 2007 13:22
Caros companheiros no Brasil, Saudações da Malásia! Nós do Partido Socialista da Malásia (PSM) gostaríamos de expressar nossa solidariedade aos companheiros que participam da ocupação na USP contra as políticas neoliberais. Nós temos sofrido ataques neoliberais demais e precisamos de uma vez por todas nos mobilizar contra a constante opressão movida contra a classe trabalhadora e o pobres. Nós acreditamos que apenas através da organização e mobilização das bases podemos trazer mudanças significativas. Nós esperamos que os companheiros no Brasil continuem sua luta até derrubar todas essas políticas neoliberais. Sua atitude é nossa inspiração. Longa vida à luta popular! Longa vida ao socialismo! Em solidariedade, Choo Chon Kai Liga Internacional Partido Socialista da Malásia (PSM) ______________________________
_________________________________________________________________________Ficamos surpresos ao abrir nossa caixa de e-mail e encontrar este texto em inglês. Traduzido por Brianna Loch_______________________________________________________________________________________________________Dear comrades in Brazil, Greetings from Malaysia! We in the Socialist Party of Malaysia (PSM), would like to extend our solidarity to comrades who have been particiapte in the occupation of USP against neoliberal policies. We have enough of the neoliberal attacks and definitely need to mobilise against the continuous oppression against the working class and the poor. We believe only through organisation and mobilization from below, we can make a meaningful change. We hope comrades in Brazil will continue to fight until the defeat of all neoliberal policies. Your action is our inspiration. Long live people's struggle! Long live socialism! In solidarity, Choo Chon Kai International Bureau Socialist Party of Malaysia (PSM)
21 May, 2007 13:15
Moção Em resposta a moção da Congregação do Instituto de Geociências, do dia 16 de maio de 2007, os funcionários do IGc vem manifestar através desta o seu repúdio e indignação à forma subserviente que a direção desta instituição reage às pressões de órgãos superiores. Independente da aprovação ou não da ação estudantil nota-se claramente uma pronta reação de concordância com o desmando dos poderosos e um profundo descaso com as necessidades das instituições e seus integrantes. Inaceitável, dentro de um estado democrático de direito, foi o desrespeito da Magnífica Reitora ao não cumprir compromissos assumidos com estudantes, funcionários e professores. Quanto à menção da expressão "estado democrático de direito", consideramos que, violá-lo é antes de tudo desrespeitar os seus preceitos, a exemplo dos decretos que estão sendo impostos e que frontalmente se opõem à Constituição. Funcionários do Instituto de GeociênciasEm 21 de maio de 2007.
20 May, 2007 13:05
Nota dos estudantes da Pós-Graduação em Antropologia da USP. Nós, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP, repudiamos toda forma de desocupação violenta do prédio da Reitoria e punição contra os estudantes que participam da ocupação iniciada em 3 de maio de 2007. Em defesa da autonomia e do caráter público da Universidade frente aos processos graduais de sucateamento e privatização, nos declaramos em favor da retomada das negociações e da ampliação do debate público sobre os decretos do governo Serra que afetam o Ensino Superior. 18 de maio de 2007.