Alunos da Fundação Santo André ocuparam hoje (quinta, 13/set) sua faculdade contra o aumento das mensalidades, mas a polícia chegou em tempo recorde: em três horas entrou, bateu e prendeu parte dos alunos q lá estavam. Uma outra parte dos alunos, cerca de 50 pessoas, conseguiu entrar na casa do vizinho, o que evitou q fossem presos..

Quem puder fazer
contatos com juristas e professores, eles precisarão de ajuda..
Já tem um advogado lá, além de alguns partidos e centros acadêmicos..
quem souber mais alguma coisa, por favor escreva!

  
Ao não receber os “estudantes ocupados” da USP a reitora esta dispensando a eles tratamento igual ao que se dá a terroristas e bandidos que exigem dinheiro em troca de reféns. O que se pretende ignorar é o óbvio: eles só estão lutando por uma universidade  autônoma e livre das investidas do mercado e da lógica do poder político – suficientemente desmoralizado neste país. Infelizmente jornalistas que pretendem saber alguma coisa, produzem análises irresponsáveis sobre o trabalho desenvolvido na universidade. Enquanto isso, alguns professores (dentro de suas confortáveis bibliotecas e não do lado das barricadas), resolvem dispor de seu espaço priviliegiado na mídia, para trocar a luta pela universidade – portanto por uma sociedade melhor - pela defesa do governo Serra. Abdicam assim de prestar um serviço à sociedade à qual pertence a universidade e com a qual todos devem estar compromissados.

  
Ana Fani Alessandri Carlos. Professora Titular – FFLCH.

Hoje recebemos uma moção de apoio do Diretório Central dos Estudantes e do Centro Acadêmico de Jornalismo da Universidade Sagrado Coração de Bauru.

 Agradecemos o apoio e entendemos que as lutas dos estudantes e da sociedade são hoje uma só, por melhores condições de vida, ensino e por algum pingo de democracia, hoje uma utopia.

"Derrubar as prateleiras, as estantes, as estátuas, louças, livros..." leia

Hola Compañeros, Latinoamericanos.

Fico muito Feliz sim… Por todo lo que estan haciendo, mi nombre es Mauricio
de la Udelar de Montevideo, eu acho que os estudantes tenemos que ter
espiruto de luta para mudar o que esta aconteciendo com Educação na America
latina.
La educación es una herramienta fundamental para cambiar, la desigualdades
existentes por eso el presupuesto para la educación tiene que ser siempre
alto y prioridad para cualquier burócrata.

Sigan com a luta e com os mecanismos de força e não renuncien a seus
objetivos.

Um abraço forte desde Montevideo Uruguay

Mauricio

Statement of the International Students for Social Equality

 

The International Students for Social Equality sends its warmest revolutionary greetings and expresses its solidarity and support for the students, workers and professors of the University of Sao Paulo, now in the second month of your struggle against the reactionary and authoritarian decrees of the state of administration of Governor Jose Serra, backed by the Lula government and international capital.

 

The strike and occupation at USP, which has been joined by similar movements in other universities in the state of Sao Paulo and throughout Brazil, is part of a worldwide struggle. Government after government has introduced counter-reforms in the attempt to subordinate higher education to the profit interests of the transnational corporations and banks and to turn colleges and universities into the privatized preserve of a narrow elite.

 

Education, a basic democratic right, is under attack internationally. It can be defended only by means of a fundamentally new political orientation and program that challenges the foundations of the current social order, which subordinates every aspect of life, including education, to the dictates of the capitalist market.

 

The present crisis confronting working people, students and youth in Brazil and around the globe is the direct outcome of the decades of betrayals carried out by national reformist leaderships within the workers movement in country after country. These include the Communist and Socialist parties, the trade union bureaucracies as well as their political allies in the leaderships of various protest movements, all of which begin from the perspective of pressuring existing governments for a change in policy or a shift to the left.

 

From movements that in an earlier period pressured their respective governments for limited reforms, these parties and organizations have been either transformed into agencies for the implementation of the counter-reforms demanded by international capital, or condemned to irrelevance.

 

In Brazil, the political trajectory of the Workers Party (PT) provides among the starkest examples of this general global political trend, with the Lula presidency presiding over the implementation of successive cuts in social spending, the implementation of the demands of the International Monetary Fund and the widening of the gap between wealth and poverty to a historically unprecedented level.

 

Moreover, it is an irony of history--though an instructive one--that Jose Serra, who is leading the assault on the universities, began his political career as a student militant, becoming the president of Brazil’s National Union of Students before being forced into exile under the military dictatorship.

 

The current strike movement at USP is testimony to a profound opposition among students, as well as broad layers of Brazilian working people, to the right-wing policies of both the PSDB state administration of Serra and the national PT government of Lula. But the generalized assault on basic social and democratic rights, driven by the crisis of the capitalist system, cannot be reversed by student protest alone, no matter how militant or determined. Neither appeals to, nor threats against, the ruling elite will reverse the protracted big business offensive against education as well as the jobs, wages and basic democratic rights or working people. At the most, such protests can only convince the government to make a temporary retreat, for example, rescinding the decrees of Serra on university autonomy, while carrying out other attacks on the working class.

 

Maintaining fundamental institutions of a democratic society, including public education, is impossible given of the staggering levels of social inequality that exist in Brazil and internationally as all of society’s productive forces are directed to furthering the drive for profit and amassing ever more obscene levels of wealth for the top 1 percent.

 

The International Students for Social Equality was founded recently to develop a political offensive for an internationalist and socialist perspective among students in every part of the world in order to direct the fight against militarist violence, social inequality and attacks on democratic rights.

 

While the ISSE is a student organization, its aim is not to build a purely student movement. It fights for students to turn to the working class as a whole--the vast majority of the world’s population and the only social force whose interests are irreconcilably opposed to the profit system and imperialism--in the struggle for the rebirth of the international socialist movement.

 

We are the International Students for Social Equality because, under conditions of globally organized capitalism, none of the fundamental problems facing students and workers can be resolved on the national level, whether it is in Brazil, Europe, the United States, Asia or elsewhere. The struggles of working people in each country must be coordinated and unified across national boundaries.

 

The building of such a movement requires the conscious assimilation of the historical lessons of the struggles of the working class, including the betrayals of the previous revolutionary struggles for socialism at the hand of Stalinism, Social Democracy, the corrupt trade union bureaucracies and the bourgeois nationalist demagogues.

 

The ISSE draws its political inspiration from the great liberating intellectual and political traditions of international socialism associated with the figures of Marx, Lenin, Luxemburg and Trotsky, which are today continued and developed by the International Committee of the Fourth International.

 

We urge Brazilian students to join in this international struggle, to read the World Socialist Web Site (wsws.org), the most widely read socialist publication on the Internet, and to build the International Students for Socialist Equality.

VOLTAMOS COM O GMAIL!

 

 

ocupacao.usp@gmail.com

Caros amigos e companheiros de luta estudantil:

Caros amigos e companheiros de luta estudantil:


Nós do MoVer (Movimento Vermelho de Ação Política, Social e Cultural) da Fafipa/Paranavaí/Paraná, viemos através desta expressar nosso apoio à causa dos estudantes da USP, que é parte da causa do movimento estudantil de todo o país que luta por melhorias e mais respeito pela Universidade Publica. Ecoar um NÃO a este famigerado decreto do Governador José Serra que fere a consagrada Autonomia das Universidades Públicas é o dever de todos os estudantes deste país.


Aqui no Paraná os problemas são os mesmos, quando o assunto é Ensino Superior, principalmente em nossa Faculdade, faltam professores efetivos, falta uma biblioteca descente, um anfiteatro, falta principalmente respeito para com os alunos, e etc... Por isso, no dia 23 de Maio fizemos um ato público em nosso campus contra a Reforma Universitária com um enterro simbólico, mas real, das Universidades Públicas Brasileiras.


Estamos juntos na luta. Nossas atenções estão voltadas para o que ocorre na USP e estamos espalhando pelos corredores da Faculdade a nossa luta. Contem sempre com nosso apoio... Até a Vitória Sempre!

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
DCE EM MOVIMENTO 2007/2008
www.dceemmovimentouesb.blogspot.com
Vitória da Conquista – BA, 04 de Maio de 2007.
Num cenário em que se intensificam as investidas do Governo Lul


É HORA DE PARAR O BRASIL

Todo apoio à luta estudantil que se estende pelas universidades

 

Num cenário em que se intensificam as investidas do Governo Lula/PT no reforço do modelo neoliberal, veja as reformas em curso – previdenciária, trabalhista, sindical, política, universitária – um grande movimento cresce em defesa da universidade pública e por uma efetiva política de assistência estudantil. Os estudantes, que não abrem mão de serem atores do país contra a retirada de mais direitos dos trabalhadores e da juventude, estão protagonizando lutas históricas. Na USP, numa mobilização inédita, os estudantes deflagraram greve e a ocupação da Reitoria já se estende por mais de 30 dias, apesar da ingerência do governo Serra e da cobertura mentirosa feita pela grande mídia, usina ideológica da burguesia, que se vende para deslegitimar a luta. O movimento estudantil combativo da UFAL também ocupou a Reitoria e na UFMT a luta ganha corpo através de um acampamento montado pelos estudantes na instituição. O bonde da história passa e os estudantes que não titubearam estão se mobilizando e engrossando as fileiras do movimento estudantil em defesa desse que é um dos seus mais importantes patrimônios: a universidade pública.

As lutas que se enraízam nas universidades pelo país afora são retratos da resistência ao abandono da educação pelo governo Lula?PT. Ao invés de implementar um projeto nacional que estimule a universalização do ensino de qualidade, restou a esse governo a tarefa de promover a privatização do setor social público via propostas que representam a completa destruição do ensino público superior no país e que seguem á risca o receituário dos organismos financeiros internacionais como o FMI e Banco Mundial. Essa tentativa de privatização da universidade pública fica clara através dos projetos Universidade Aberta do Brasil (supostamente Educação à Distância), Reforma Universitária e agora o Universidade Nova. Tudo isso acompanhado de um corte recorde no orçamento da educação, já que só nos primeiros quatro anos de governo o montante correspondente a R$3,571 bilhões de reais.

Na Bahia, “todos os santos” estão atentos ao novo governo, Jaques Wagner (PT/PC do B/PMDB & CIA), que iniciou o seu mandato reforçando antigos vícios do carlismo, chegando ao absurdo de colocar a polícia para impedir os professores das universidades estaduais baianas de realizar uma aula pública, no saguão da Governadoria, em protesto à grave crise enfrentada pelas quatro universidades (UESB, UESC, UEFS e UNEB). A despeito das promessas alardeadas durante a campanha eleitoral em que colocava a educação como prioridade, até agora o Governo sequer apresentou um projeto para esse setor. A resposta para tal descaso vem através das paralisações das redes municipal e estadual de ensino e da recente greve deflagrada pelos professores de três universidades estaduais (UESB, UNEB, UEFS). Diante disso o Governo parece querer reforçar sua face autoritária, pois após 24 dias de paralisação dos professores da rede estadual, utilizou-se da justiça burguesa que baixou uma liminar determinando multa de R$ 20 mil por dia, caso os professores não retornem as atividades.

Nesse momento de ebulição das lutas estudantis comprometidas com a classe trabalhadora, não se pode perder de vista o papel desempenhado pelas tradicionais “entidades representativas” que foram cooptadas pelo governo e atualmente adotam uma posição extremamente recuada frente aos ataques. Portanto, nossa luta deve se fazer também contra essas entidades defensoras incondicionais do governo Lula e seus projetos de reformas, como a famigerada Reforma Universitária (a qual a UNE é co-autora).

Nós, do Diretório Central dos Estudantes da UESB, gestão DCE em Movimento, solidarizamo-nos com todas as lutas em curso protagonizadas pelo movimento estudantil verdadeiramente autônomo e combativo, dedicando nosso apoio integral e nos disponibilizando para ajudarmos no que for possível


Se eu for: siga-me, se eu parar: empurra-me, se eu voltar: mate-me!


  • Abaixo a Reforma Universitária e o projeto Universidade Nova do Governo Lula!

  • Abaixo a repressão e o descaso com a educação do governo Wagner (PT-BA)!

  • Todo apoio às mobilizações estudantis: USP, UFAL, UFMT, UNESP, UFRJ, UNICAMP! .



Moção de apoio à ocupação na USP

 

O Gato Negro - Núcleo Libertação Animal manifesta aqui seu repúdio ao governo de José Serra que tenta minar a autonomia, através de decretos ditatoriais que visam apenas centralizar, burocratizar, engessar e verticalizar ainda mais universidades públicas. Apoiamos a luta dos(as) estudantes, funcionários(as) e professores(as) da USP.

Acreditamos que o ensino público de qualidade é um direito humano! Todos os interesses e reinvidicações devem ser considerados e não simplesmente ignorados. A educação é uma prioridade, algo básico para formação de qualquer cidadã(ão) e está deixado à mercê de um mercado que só tem interesses financeiros.

Todos os seres deveriam ter seus direitos garantidos e seus interesses considerados igualmente e não ignorados na tentativa de legitimar a opressão através de diferenças de cor, etinia, espécie, sexo ou poder/hierarquia. É mais que legítima a luta e resistência direta que acontece na USP, uma luta por direitos.

Pedimos ao movimento que se iniciou na USP considere e pense na questão dos Direitos Animais, adotando o veganismo (Fim do uso dos animais como produtos. ex: carne, ovos, leite, couro, etc.) no seu dia-a-dia e nas ocupações, como uma questão social, política, econômica e acima de tudo uma questão ética. Tudo que os animais, seres sencientes, precisam é que seus interesses básicos sejam respeitados: o interesse de viver, não sentir dor e de não ser comodificado. Precisamos assim parar de tratá-los como propriedade!

Por uma universidade descentralizada e popular!
Pela construção de um novo movimento estudantil, autônomo e revolucionário!
Pela libertação de todos(as) os(as) seres escravizados(as) e subjulgados pelo status quo!

Gato Negro - Núcleo Libertação Animal
www.gato-negro.org

Carta à Direita

Eu, Eduardo de Carvalho professor da rede estadual E.E Luiz Gonzaga Righini, disciplina filosofia, venho por meio deste apoiar o movimento de ocupação na USP, por concordar com a reinvindicação da proposta dos membros desta universidade.

Verifico que a luta pela melhora da universidade pública é fundamental para a melhora intelectual de uma sociedade, já que é uma instituição que visa muito a pesquisa científica. Condição necessária a melhora de nosso país.


Abraço a todos do movimento


Eduardo

Amigos de la Universidad de San Paulo, mi nombre es Miguel Piana de Chajari (Entre Rios- Argentina) y quiero aderirme a udes. en su lucha justa. Los pueblos de America Latina debemoa unirnos para no ser los parias analfabeto del mundo. Esto solo le conviene a los que nos han explotado desde hace 500 años, y esto no tiene que ver con una posición idiológica sino más bien es una cuestión de conciencia que si todos los pueblos de america latina nos unimos, seremos fuerte y podremos desterrar el hambre la miseria y el analfabetismo de nuestro continente. Adelantes latinoamericanos. UN abrazo de este Entrerriano

DESDE GUALEGUAYCHU TE MANDO MI TOTAL APOYO Y SIGAN LUCHANDO, POR LO JUSTO.

OJALA SE NOS DE QUE LUCHANDO TODOS JUNTOS PODAMOS EMPEZAR A CAMBIAR ESTE MUNDO DE TANTA CORRUPCION.

RAQUEL GONZALEZ

SI A LA VIDA NO A LAS PAPELERAS

Desde Paraná (Argentina), el mejor  de los apoyos para todos ustedes. Resistan. Fuerza. Abrazos múltiples

es escribo desde gualeguaychu, donde hace años luchamos contra la instalacion de las papeleras, que van en perjuicio de nuestra calidad de vida, y en pocos dias(el 17/06/07) cumpliremos 200 dias de corte ininterrumpido de una ruta internacional en repudio a esta instalacion.

Lo mas importante de esto, es que no vamos a celebrar, sino felicitarnosa nosotros mismos y al os movimientos que como el de uds. tienen dignidad, conviccion y entereza en la persistencia de nuestros reclamos,
Podria escribirles muchas cosas mas, pero resumo en lo antedicho,mis mas sinceros deseos de que lleguen a buen fin, obteniendo con esta tenecidad el recoocimiento de propios y ajenos.
 
NO AFLOJEN EN SU RECLAMO
 
PD. Ideas es imposible dar, por los diferentes tipos de idiosincracia entre nuestros pueblos, pero siempre escuchen y respeten las ideas y proyectos de todos, que es una forma de dignificar y dignificarse uds. mismos. (Jose Alberto Pouler)
 

 

 

 

 

 

Professor há quarenta anos do Instituto de Química, Tibor Rabóczkay manifesta seu apoio à Ocupação e à Greve:

 

Diante da corrupção que vai se alastrando pelos três poderes, e o obstinado empenho neoliberal (adjetivo referente ao capitalismo selvagem de discurso modernizado) por mutilar os direitos dos cidadãos em vez de ampliá-los, é alentador constatar a vigília cívica dos alunos e funcionários da Universidade de São Paulo no prédio da Reitoria. A ocupação, a greve, o movimento fazem parte da luta pelo ensino/aprendizado de alto nível e gratuito que possa atender totalmente a demanda da sociedade. Que alunos, funcionários e educadores mantenham o idealismo e o espírito de solidariedade no presente e no futuro! Resultará uma sociedade mais justa. Meu apreço e apoio aos estudantes e funcionários que ocupam a reitoria à espera de um diálogo verdadeiro, amplo e produtivo.

 

 

Tibor Rabóczkay
(Professor Titular – Instituto de Química da USP)

 

Moção de apoio às ocupações universitárias da
USP, UNESP, UFAL, UFSM e demais universidades do Brasil
           
Nós, estudantes de História da Universidade Federal Fluminense, entendemos que a atual conjuntura brasileira é de precarização da educação em todos os seus níveis, e que os espaços públicos de ensino têm sofrido seguidos ataques de caráter privatizante, como evidenciam o crescimento da atuação das Fundações de Direito Privado no âmbito das universidades e o crônico déficit de professores, entre outros problemas. Em função disso, avaliamos como extremamente positivas as mobilizações de ocupação que se tem verificado nos últimos meses por todo o Brasil em contraposição a este quadro.
           
Dentro dessa perspectiva, os estudantes da UFF já ocupam a reitoria da Universidade há 34 dias! Tal manifestação se apresenta enquanto resposta ao descaso da reitoria da UFF, que tenta ignorar um movimento pela construção da moradia universitária, que há um ano e dois meses está acampado em um dos campi desta universidade numa clara demonstração de combatividade e resistência. Devido às nossas mobilizações através de passeatas e, principalmente, da ocupação da reitoria, conseguimos um comprometimento formal do Conselho Universitário para atender a algumas das demandas por assistência estudantil, como a aprovação da construção da moradia universitária, através exclusivamente de verbas públicas, com a garantia da não cobrança de taxas e gerida em co-gestão pela Universidade e os moradores. No entanto, compreendemos que este compromisso formal só se concretizará de fato se nos mantivermos num crescente de pressão pelos nossos direitos até a vitória real.
         
Compreendemos, porém, que nossa luta aqui na UFF encontra-se inserida num contexto mais amplo de resistência e garantia dos direitos já conquistados. Por isso, o Centro Acadêmico de História através de Assembléia, seu fórum máximo de deliberação, posicionou-se contrariamente à Reforma Universitária atualmente pautada pelo governo federal, e adotou uma postura de repúdio à cobertura tendenciosa da mídia burguesa e à violência, seja ela policial ou judicial, das quais os movimentos sociais são alvos constantes.
 
Ainda na linha de uma compreensão integrada das lutas dos estudantes, professores, técnico-administrativos e demais trabalhadores do Brasil, o Centro Acadêmico de História da UFF deliberou, também, o envio de uma comissão de estudantes para manifestar apoio à iniciativa promovida pelos combativos companheiros da USP que tocam sua ocupação, convidando eles e quaisquer outros companheiros a conhecer e se solidarizar com a luta promovida na UFF.
 
Essa moção destina-se, portanto, a demonstrar de maneira enfática o nosso apoio às bandeiras defendidas pelas ocupações da USP, UNESP, UFAL, UFSM e demais universidades do país na luta contra o avanço neoliberal, através, também, de uma solidarização concreta e troca de experiências entre os movimentos, sejam eles de âmbito federal ou estadual.
 
Niterói, 01 de junho de 2007.
 
Centro Acadêmico de História da Universidade Federal Fluminense (CAHIS-UFF).
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