24 May, 2007 13:40
ATO!!! Pela AUTONOMIA - Fora Polícia do Campus16h30 Discussão sobre Inclusão e Permanência na Universidade19:00 - Cultura de Greve - Debate com a Prof. Hamilton Octávio de Souza (Comunicação PUC) "Luta pela Democratização da Comunicação"
24 May, 2007 13:39
Acabamos de receber uma notícia através da promotoria do estado de que o pelotão do choque NÃO está a caminho!Eles estão de prontidão, de acordo com nossas fontes, mas ainda não se mobilizaram.Estamos trabalhando para continuar as negociações, abertos ao diálogo como sempre.
24 May, 2007 13:38
Recebemos informações de várias fontes de que a polícia entrará no campus, hoje, provavelmente às 6 horas. Clamamos a todos a virem para reitoria. Em reunião urgente decidimos que iremos resistir de forma pacifica. Respeitamos a instituição da polícia, mas estamos em pleno processo de negociação com a reitoria, e só com ela negociamos. Queremos que tudo caminhe para uma solução pacifica.CONVOCAMOS TODOS OS PROFESSORES, FUNCIONARIOS, ESTUDANTES E SIMPATIZANTES PARA O ATO QUE REALIZAREMOS NA PORTA DA REITORIA AS 6 DA MANHÃ
24 May, 2007 13:38
Tivemos confirmação de várias fontes que a polícia executará a ordem de reintegração de posse às 6:00 da manhã desta quinta feira.Clamamos a todos virem à reitoria
24 May, 2007 13:38
Olá todos,Até agora ainda não há novidades sobre a vinda da polícia. Já temos vários professores na frente do prédio para nosso ato de repúdio à violência policial no campus universitário, além de representantes de organizações de direitos humanos (promotoria, conselho municipal e conselho estadual) e muitos órgãos de imprensa.Nós já acabamos a limpeza total do prédio. Varremos o chão, limpamos a copa, e estamos tomando café-da-manhã. Todos os preparativos para nosso ato de resistência pacífica já estão prontos.O clima no prédio está tranquilo, se a tropa de choque vier, estamos preparados. No entanto, esperamos conseguir continuar as negociações com a reitoria hoje, dessa vez pedindo pela participação de toda a comunidade universitária.Continuamos a chamar todos os estudantes, professores, funcionários e simpatizantes a comparecer à reitoria e participar de nosso ato.
24 May, 2007 13:37
Fomos informados de boatos a respeito de que a ocupação quer o impeachment da reitora, uma vez deixamos claro que não procede essa informação, até porque não há impeachment de reitor na USP.
24 May, 2007 13:37
A crise na USP a descoberto Postado por Luiz Weis em 23/5/2007 às 9:35:54 AM Dá vontade de ocupar as redações da Folha e do Estado em protesto contra a lastimável cobertura da crise aberta nas universidades públicas paulistas, em especial na USP, pelo decreto do governador José Serra de 1º de janeiro, que "organiza a secretaria de Ensino Superior e dá providências correlatas". Noticia-se o ostensivo - a ocupação da reitoria da USP, a decisão judicial de reintegração de posse do imóvel, as fracassadas negociações entre a reitora Suely Vilela e os ocupantes, os preparativos da PM para a eventual retomada das instalações invadidas. Às vezes, ainda no departamento do visível e tangível, aparecem matérias de qualidade, como a da repórter Laura Capriglione, na Folha de hoje, sobre a vida na reitoria ocupada e os protagonistas do fato. O título e o sub são um irresistível convite à leitura. "25 anos depois, estudante leva a mãe para a invasão" e "Novo movimento estudantil é bem diferente daquele da invasão da reitoria da USP em 82". (leia mais: "A crise na USP a descoberto" por Luiz Weis - Observatória da Imprensa)
24 May, 2007 13:35
CM - Qual o significado simbólico da presença da Polícia Militar no campus? Trata-se apenas de autoritarismo? Olgária - Não é autoritarismo, é pior. Porque quando há autoritarismo, ele previne muitas vezes o uso da força policial, porque já faz [implicitamente] o papel de polícia. Não é que os policiais sejam maus. Mas o que significa a presença da polícia armada dentro de um campus, sendo que as nossas únicas armas são os livros e o pensamento? É muito grave, porque se ocorrer isso, serão armas desiguais, e o recinto universitário é um lugar que fica distante do conflito armado urbano. Enviar a Polícia Militar neste caso é como tentar intimidar um movimento civil, intelectual e político dos estudantes. Seria responder a isso com a força bruta, então é totalmente absurdo. CM - A senhora diz que as reivindicações são legítimas. O que pensa da ocupação na Reitoria? Olgária - Eu acho que os estudantes que lá estão têm consciência de que eles não representam todos os estudantes, todos os professores e todos os funcionários da universidade. Se eles discutiram e na dinâmica do movimento estudantil foi decidido assim, não cabe a nós julgar. Não sei, mas talvez eles se sintam desatendidos e não encontraram quem intermediasse as suas reivindicações. Acho que [ocupar] foi uma atitude extrema, mas toda esta politização amadurece e ensina. Todas as reuniões, estas discussões, tudo isso esclarece a consciência dos atos dos alunos. Isso amadurece a vida política da universidade e dos estudantes. Antes de avaliar se é legítimo ou não, acho que vale olharmos a politização que o ato teve e em como isso vai ficar na história da universidade. CM - Existe um consenso dentre os professores de que utilizar a força policial para fazer a desocupação da Reitoria é desnecessário? Olgária - Os professores não querem violência na desocupação. O que não é consenso é sobre a ocupação ou não da Reitoria. Há professores que crêem que ocupar este prédio é um excesso de ativismo. Simbolicamente é um lugar muito importante, é o lugar da autoridade, a Reitoria, que é necessária para coesão de toda a vida universitária. É claro que há muitos professores que não pensam que [a ocupação] é uma atitude que deve ser promovida ao status de arma política ou forma de luta política. Agora, parece que as últimas gestões da Reitoria e das direções dos cursos vêem os estudantes como uma parte desprezível ou secundária na vida universitária. Na verdade, a razão de ser da USP é a docência e a pesquisa, que não são duas coisas separadas. A docência existe, então é essencial existirem aulas. Eu acho que os estudantes são a matéria nobre da instituição, e vejo uma desconsideração [da Reitoria]. Se a reitora Suely Vilela marca uma audiência pública e não pode aparecer [primeira razão do protesto dos estudantes], ela deveria enviar alguém, um representante. Os estudantes não estão [fazendo a ocupação] em uma causa vazia. Eles querem defender a universidade. Em vários países do mundo, a universidade está a salvo das ingerências policiais, porque ela é a única capaz de garantir pensamento livre. As novas idéias não podem ser cerceadas. Então você tem que responder intelectualmente ao movimento estudantil, que está fazendo uma defesa da autonomia universitária. Não é só autonomia orçamentária, mas é de pesquisa e de deliberações. É uma questão de filosofia política séria. E mais: é uma questão de dignidade institucional. Não dá para inverter uma lei que foi conquistada com muita luta dos docentes, depois de um longo período de ditadura. Ou seja, estes decretos causam uma reação instantânea de quem entende o que é a universidade. A sociedade brasileira entende mal o papel de uma universidade, infelizmente. Nosso país tem elites avarentas no seu conhecimento, que não querem compartilhá-lo com a sociedade. A universidade é mal-entendida, por isso há espaço para a reitora Suely não se dispor a negociar mais. Até agora, os professores tentaram fazer algumas comissões para negociar com ela. Mas Suely não recebe nem estes grupos, formados às vezes por professores universitários e intelectuais renomados. CM - A senhora acredita que os decretos de fato ferem a autonomia universitária? Olgária - Claro que ferem! Só a idéia de ter um decreto já fere a autonomia. Não dá para dizer o contrário quando existe uma rotina consolidada na universidade mais importante da América do Sul, e que acaba alterada desta forma. A universidade sabe o que faz, o que precisa e o que conduz. Ela presta periodicamente contas ao governo, e sabe a dinâmica de seus cursos, de suas publicações, de suas relações com docência, pesquisa, extensão, os congressos, as relações com outras universidades, com o ensino superior estrangeiro. O governo que está fora dela vai deliberar se o que a universidade faz está correto ou não, se tem qualidade ou não. O governo é uma instância burocrática político-administrativa externa à universidade, que tem que dialogar. Mas não é na forma de decreto que se cria essa conversa, isso é uma expropriação das práticas e consciência universitária, isso é gravíssimo. Foi um sinal claro do fim da universidade pública, gratuita e de qualidade. Estamos vivendo o fim desse tipo de ensino superior. Trata-se de um processo maior do que o governo de José Serra (PSDB-SP), que é apenas um emissário desta situação [de mercantilização] das universidades.
24 May, 2007 13:34
Publicamos aqui Moção de Repúdio ao professor da Faculdade de Física, Élcio Abdalla, aprovada na Assembléia Geral dos estudantes da USP em 22/5/2007. Moção de RepúdioOs estudantes da USP, reunidos em Assembléia Geral dos Estudantes, no dia 22, em frente à reitoria repudiam o professor Élcio Abdalla por agredir violentamente os estudantes da Faculdade de Física que organizavam um piquete deliberando em assembléia própria. Este é um ato de vandalismo e desrespeito deste professor com todos os estudantes da Física.
24 May, 2007 13:30
23/05/07 Polícia na USP é 'mais do que autoritarismo', diz filósofa Olgária Matos e outros 300 intelectuais firmam abaixo-assinado no qual rejeitam a 'ação violenta de desocupação do prédio [da Reitoria]' da USP. Para ela, os estudantes deram 'uma aula de democracia ao poder instituído na universidade'. Rafael Sampaio - Carta Maior SÃO PAULO - Signatária de um abaixo-assinado que pede novas negociações da reitora Suely Vilela com os estudantes que ocuparam a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, em São Paulo, a professora titular de Filosofia Política Olgária Matos chama de "absurda" a hipótese de a Tropa de Choque realizar o despejo forçado da ocupação. Olgária é especialista em História da Filosofia, com enfoque no Iluminismo, e lançou livros como "Discretas Esperanças". Assim como ela, outros 300 professores e intelectuais da USP assinam a petição e rejeitam "qualquer ação violenta de desocupação do prédio [da Reitoria], tendo em vista a justeza de sua causa política em defesa da universidade pública". Dentre os que assinam o documento estão os professores Antonio Candido, Alfredo Bosi, José Miguel Wisnik, Marilena Chauí, Franklin Leopoldo, Luiz Tatit, Paulo Arantes, Maria Victoria Benevides e Leda Paulani. "Em vários países do mundo, a universidade está a salvo das ingerências policiais, porque ela é a única capaz de garantir pensamento livre", diz Olgária, para quem as "novas idéias" não podem ser limitadas. "É claro que muitos professores não acham [a ocupação] uma atitude que deve ser promovida ao status de arma política ou forma de luta política", pondera a professora. Porém, ela faz questão de lembrar que "enviar a Polícia Militar, neste caso [de ocupação], é como intimidar um movimento civil, intelectual e político dos estudantes". Confira, abaixo, a edição das melhores partes da entrevista: Carta Maior - Como a senhora vê uma provável desocupação da reitoria da universidade mediante uso da força policial? Olgária Matos - Seria gravíssimo se isso viesse a acontecer. Parece-me que o significado das reivindicações dos estudantes é legítimo, o que deve ser discutido com a Reitora e não com a Polícia Militar. Acredito que esta ocupação foi uma fórmula para estes jovens darem uma aula de democracia ao poder instituído na universidade. Eles devem ter consciência total ou parcial do que está acontecendo, e assim se faz o difícil aprendizado democrático que as autoridades universitárias não conseguem entender. CM - A senhora, que tem uma longa história na universidade, já presenciou este tipo de ação da Polícia Militar dentro do campus? Olgária - Eu só me lembro da ocupação do prédio da Maria Antônia [batalha ocorrida em outubro de 1968 entre estudantes de Filosofia da USP e da Universidade Mackenzie]. Foi o dia mais triste da história desta instituição e de todas as universidades do Brasil, se você quer saber. (continua...)
23 May, 2007 13:35
Os professores da Unicamp reunidos em Assembléia Geral, no dia de hoje, 23, decidiram entrar em greve. A pauta aprovada pelos professores é a mesma do Fórum das Seis com destaque para a luta pela revogação dos decretos e a extinção da Secretaria do Ensino Superior. Haverá nova Assembléia dos professores no próximo dia 29, terça-feira, às 10h, no auditório da Adunicamp.
23 May, 2007 13:34
23/05/2007 - 15h23 - Atualizado em 23/05/2007 - 16h16Reitores federais criticam uso da força contra ocupação da USPPresidente da Andifes teme confronto entre policiais e estudantes.Segundo ele, decretos do governo estadual não são claros.Lísia Gusmão Do G1, em BrasíliaRecém- empossado, o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Arquimedes Diógenes Ciloni, criticou nesta quarta-feira (23) a possibilidade de intervenção da polícia para acabar com a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP). Embora tenha manifestado solidariedade à reitora Suely Vilela, o presidente da Andifes rejeitou o uso da força."Temo que se cometa um erro grave. Jogar a polícia nos estudantes não é recomendável. Espero que a reitora continue exercendo legitimamente sua autoridade sem o uso da força", disse Ciloni.Segundo ele, ainda que a retirada dos alunos seja pacífica, apenas a entrada da tropa de choque da polícia na universidade já seria uma violência. "E se houver confronto, a imagem da USP ficará marcada", avaliou.Os estudantes estão na reitoria da USP desde o dia 3 de maio, em protesto contra os decretos do governador de São Paulo, José Serra, que, segundo eles, restringem a autonomia das universidades do estado.Em janeiro, uma determinação da Secretaria Estadual de Economia e Planejamento previa a transferência da gestão financeira das universidades para o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem/SP). Desta forma, para transferir dinheiro de uma área à outra, do seu próprio orçamento, as universidades passariam a depender da autorização do governador.Na avaliação do novo presidente da Andifes, os decretos do governo de São Paulo precisam ser esclarecidos. "O governo de São Paulo pode e deve se posicionar de forma mais clara", defendeu.Os alunos da USP rejeitaram, em assembléia, a última proposta da reitora e decidiram permanecer na reitoria.
23 May, 2007 13:33
Hoje pela manhã, cerca de 250 professores que participaram da assembléia da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), votaram pela greve por tempo indeterminado, em decisão praticamente unânime. Dentre os posicionamentos e reivindicações estão: - Contra os decretos do governador José Serra. - Retirada do projeto de lei que cria o SPPrev (Sistema de Previdência dos Servidores Públicos), em trâmite na Alesp. - Aumento de recursos para a Educação, tanto para as estaduais paulistas como para o Centro Paula Souza. - Política de permanência para estudantes (gratuidade ativa). - Não à desocupação violenta da reitoria. - Quanto à pauta salarial, exigem um reajuste salarial de 3,15% (referente à inflação acumulada entre abril de 2006 e abril de 2007), além de um aumento fixo de R$ 200. - Convocação de uma plenária universitária geral da comunidade USP, onde participam toda a comunidade: docentes, funcionários e estudantes. Apesar de estar previsto no Estatuto da USP, esse dispositivo nunca foi efetivado. Os docentes farão uma próxima assembléia no dia 25, sexta-feira, onde a pauta principal será a possibilidade de realização de uma estatuinte. Um comitê de mobilização foi formado para preparar as atividades de greve. Também foi aprovada uma nova moção de apoio aos estudantes, reiterando a defesa da autonomia universitária e afirmando que a negociação direta entre reitoria e estudantes é o melhor caminho para a desocupação pacífica. Os professores enfatizaram que a Polícia Militar não pode estabelecer a dinâmica das negociações entre reitoria e movimento estudantil. Durante a assembléia, professores elogiaram o movimento estudantil pela realização da ocupação, uma vez que a ação foi essencial para iniciar a luta contra os decretos do governo tucano e em defesa da universidade pública. Os estudantes pediram doações para a ocupação durante a assembléia e arrecadaram R$850 reais.
23 May, 2007 13:32
Manutenção da Ocupação da Reitoria Eixos da greve: Revogação dos Decretos e Estatuinte da Universidade Inclusão na pauta de reinvidicações, no ítem sobre as instalações - a conclusão do prédio do CTR (Departamento de Cinema, Televisão e Rádio - ECA), inconcluso há 6 anos . Incorporar a pauta da greve dos estudantes a pauta de reinvidicações dos funcionários. Incorporar-se ao ato do dia 23/05, na av. Paulista, na frente de luta contra as reformas. Ato quinta-feira, 24/05, às 7h em frente à Estação Ciência (ao lado do terminal Lapa), contra demissão de 16 estagiários, como retaliação por uma paralisação por melhores condições de trabalho. Repúdio ao professor Elcio Abdalla que atacou, atirando carteiras, estudantes do Instituto de Física que organizavam a greve votada em assembléia legítima. Participação no Ato do dia 29 de Maio no Palácio dos Bandeirantes, em conjunto com o Fórum das Seis.
23 May, 2007 13:26
Ontem os estudantes em assembléia decidiram não aceitar a desocupação do prédio pelas propostas apresentadas pela reitoria da universidade e manterão sua organização para evitar a desocupação de forma pacifica, segundo algumas informações que a mídia veiculou foi afirmado que os estudantes estão se armando com gasolina, o que não procede.Neste momento está acontecendo a assembléia dos docentes da USP no auditório da Geografia e História na FFLCH-USP para decidir se entram em greve.veja fotos: foto1 foto2 foto3 foto4 foto5Também está acontecendo assembléia dos funcionários da USP dentro do prédio da reitoria para organizar resistência pacifica à reintegração de posse.veja fotoÀs 13 horas sairão ônibus com estudantes, professores e funcionários para o Ato do Dia Nacional de Lutas que acontecerá na Av. Paulista. com estudantes e varios setores da classe trabalhadora.chamada para o ato hoje, na história e geografia da FFLCHoutras fotos:mastro com bandeira da reitoria ocupada"geografia e história em greve" - cartaz na unidade