FESTA DE ANIVERSÁRIO: UM MÊS DA OCUPAÇÃO!! 

 

Aê galera! no dia 03.06, domingo, a ocupação completará um mês de pura vida!

e as festividades estão garantidas! 

 

P R O G R A M A Ç Ã O  E M  B R E V E . .

 

 

 

 

24.05.2007 - blog da ocupação [ocupacaousp.blog.terra.com.br] é retirado do ar misteriosamente. [No dia 25, criamos o noblogs..]

31.05.2007 - email da ocupação [ocupacao.usp@gmail.com] é retirado do ar também misteriosamente
                 

 

Após diversos elogios à nossa caseira comunicação via internet, que vinha se estabelecendo como um forte espaço de articulação frente à truculência das mídias de grande porte, teve início um estranho processo de apagão dos nossos canais de comunicação..

 

Aí resta a pergunta: sacanagem ou tucanagem??

E a resposta: Não vai adiantar. A gente cria denovo!

 

 

ocupacao.usp@linuxmail.org

 

 

O Governo Serra emitiu hoje um tipo de decreto que nunca havia sido usado antes. Um decreto para se explicar. Agora, declarou e alterou os decretos para não ferirem a autonomia universitária. O governo, o secretário Pinotti, os reitores mentiram que não havia ataques à autonomia durante meses e agora tentaram recuar. Recuaram em alguns aspectos quanto às universidades estaduais (USP, UNESP, UNICAMP), mas se calou quanto à outra instituição de ensino superior público à FATEC.

Queremos esclarecer à população que a intervenção nas universidades para implementar um projeto de universidade atrelado aos interesses das empresas se mantém.

O governo tirou da redação dos decretos a parte “operacional” da Secretaria do Ensino Superior que instituía nos objetivos das universidades, mas manteve todos os grupos técnicos que avaliaram sua qualidade, em que termos que não os operacionais (privatização, terceirização, e outros métodos bem conhecidos) avaliarão as universidades?

Declarou que as universidades não mais estão proibidas de fazer contratações e podem gerir sua própria política salarial. Porém os trabalhadores e professores das FATEC que não têm reajustes salariais há muitos anos continuam sobre os mesmos decretos. A mesma proibição poderá significar mais demissões e terceirizações para os trabalhadores do Metrô, da SABESP, CETESB. Os ataques a todos trabalhadores do setor público continuam!

A alteração que Serra fez do decreto que cria o SIAFEM mantém ainda uma ingerência no orçamento das universidades e mantém a intervenção na FATEC e no restante das autarquias e empresas mistas a todo vapor! Serra através de suas secretarias da Economia e Planejamento e da Fazenda além de poder controlar os gastos em todas autarquias salvo a USP, UNESP, e UNICAMP continuará controlando os dividendos. Esta parte fundamental de seu plano permanece. Antes estas instituições recebiam repasses periódicos e então os investiam e gastavam conforme suas necessidades e planos. Agora, mesmo com os decretos reformados, Serra só repassará para os gastos. A universidade não poderá investir o dinheiro, que rendia, e era investido em ensino e pesquisa. E esta retenção se aplica às contas de todo o Estado. O governo controlará todo este bolo para diminuir o déficit, às custas da educação, da saúde, como já vem fazendo.

Serra tentou recuar e afirmar que continua a autonomia, de fato parte das alterações faz muito voltar ao ponto inicial antes dos decretos. No entanto é necessário questionar esta mesma autonomia, se outro decreto se mantém. As universidades, a educação se expande, mas suas verbas não, e o ex-governador Lembo, a pedido de Serra vetou o aumento de verbas para a educação fundamental, média e superior.

Pela Derrubada dos Decretos!

Mais verbas para a Educação!

 

 

 

Na plenária das Estaduais que aconteceu no dia 31/05/07 em frente a reitoria ocupada da USP, após o ato no Palácio dos Bandeirantes, foi decidido que haverá a organização de um encontro das Univeridades Estaduais na ocupação no dia 6 de junho.

No sábado, dia 02/06/07 às 16h, acontecerá uma reunião da comissão organizadora desse encontro. 

A Plenária das Universidades Estaduais Paulistas, realizada no dia 31/05 em frente à Reitoria Ocupada da USP, decidiu organizar um encontro das Universidades Estaduais Paulistas na Reitoria Ocupada da USP a ser realizado no dia 6 de Junho de 2007.  Neste sábado, dia 2 de Junho, ocorrerá uma reunião da comissão organizadora desse encontro.

 

Insatisfeitos com as declarações do magnífico reitor, o Movimento Estudantil volta a reivindicar pautas fundamentais para a garantia do Ensino Superior Público, Gratuito, de Qualidade, Democrático e Popular. Em momentos onde os Movimentos Sociais se organizam nacionalmente para reivindicar seus direitos, o Movimento Estudantil afirma que a educação é um bem público, responsável pelo desenvolvimento social e, portanto, não pode ser privatizada. Queremos uma Universidade a serviço daquilo que é interesse da maioria da população, o que pressupõe o financiamento público das atividades de ensino – pesquisa – extensão, condição para que a universidade cumpra com suas funções com autonomia.

Combatemos a mercantilização do ensino, seja ela através da abertura desregulada de universidades privadas, seja através dos processos de privatização interna das universidades públicas. Exigimos a ampliação da verba pública para o ensino público, sem concessões aos "tubarões do ensino". A mercatilização do ensino atenta contra o direito do cidadão brasileiro de ter acesso a educação e de ser beneficiado pela produção científica das instituições, violando um direito constitucionalmente garantido: "Educação é um dever do Estado e um direito de todos."

A Universidade brasileira ainda não evoluiu no que tange a democratização dos espaços de tomadas de decisão, ficando ainda refém de estruturas de decisão atrasadas e de interesses particulares, não contemplando com igualdade os segmentos que compõe as nossas universidades. Necessitamos de uma reviravolta na democracia interna, garantindo paridade nas eleições para todos os cargos de chefia e também na composição dos órgãos de decisão da nossa universidade.

Nossas Reivindicações:


• Em defesa da Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade, Democrática e Popular.

• Por mais verbas para Educação Pública. Pela derrubada do veto de FHC a destinação de 7% do PIB para a Educação.

• Por democracia nas Universidades. Pela garantia de eleições e da composição paritária dos conselhos da universidade. Eleições Diretas Já em todos os centros da nossa universidade.

• Por garantia de verbas públicas específicas para a assistência estudantil.

• Pela abertura de cursos noturnos na UFSM.

• Por verbas públicas para a construção do segundo prédio do CCSH no Campus.

• Pela garantia de instrumentos públicos para entrada de recursos nas universidades. Não às fundações. Pelo fim da corrupção da FATEC, segundo indícios já levantados pelo Ministério público Federal.

• Verbas públicas somente para Universidades Públicas. Pela cobrança de imposto das empresas privadas de educação.

• Pela abertura dos arquivos da ditadura militar na UFSM.

• Pela realização de um debate aberto e democrático na UFSM sobre as políticas públicas para educação dos Governos Federal e Estadual (PL 7200, Universidade Nova, FAPERGS, UERGS, PAC da Educação, etc). Pela realização de um seminário ainda neste semestre sobre estes assuntos, sendo construído com a participação das entidades representativas dos três segmentos da universidade e da reitoria, contemplando as diferentes posições existentes sobre os temas.

• Pela realização de concurso público para contratação de servidores e professores. Não as terceirizações.



1. Reivindicamos o imediato cancelamento das negociações de privatização (Venda ou permuta) do Prédio de Apoio. Somos contra esta medida, pois neste prédio funcionam atividades importantes para a UFSM: Projetos de Extensão Práxis e Alternativa (Pré-Vestibulares Populares) e clínica Fonoaudiológica e Psicologia, Coral e Orquestra Universitária, que juntos, contemplam mensalmente mais de 900 pessoas da comunidade Santa-mariense gratuitamente.

O Hospital de Caridade, entidade que pretende incorporar o Prédio de Apoio as suas posses, é extremamente questionável. Mantendo-se público este prédio (propriedade da UFSM) podem ser estabelecidas parcerias, convênios ou abertura de espaço para vários projetos existentes em Santa Maria e na UFSM que cumprem um papel destacado no atendimento dos interesses públicos.

Reafirmamos, o Prédio de Apoio da UFSM deve estar a serviço dos interesses coletivos. Defendemos e lutamos pela ampliação do acesso a universidade pública, reivindicação que fortaleceremos através de uma campanha "Em defesa da Universidade Pública e por mais recursos para a educação". Por isso, reivindicamos recursos do Estado para a construção do segundo prédio do CCSH no campus, portanto sem a privatização do prédio de apoio, e recursos para a criação de mais cursos da UFSM (noturnos e diurnos). Bem como, defendemos que a reitoria priorize mobilizar-se em torno deste objetivo, o de ampliar os espaços físicos para as atividades da UFSM, secundarizando movimentações para construção de monumentos no momento, reconhecendo-se a importância destes também.

Reivindicamos o debate público na UFSM sobre a questão do prédio de apoio, extrapolando os espaços dos conselhos, garantindo assim, o verdadeiro debate democrático na sobre os rumos da UFSM.

2. Solicitamos urgentemente a ampliação horizontal do Restaurante Universitário, devido à superlotação e as prolongadas filas de estudantes que se forma durante o período das refeições. A partir do documento divulgado pela reitoria, reivindicamos o estabelecimento de prazos para a ampliação RU.

Reivindicamos a melhoria do espaço da União Universitária e ampliação desta. Somos contra iniciativas que retirem o direito ao espaço da União Universitária, enquanto moradia temporária, para todos os estudantes carentes da UFSM. Portanto, a ampliação do RU deve se dar de forma horizontal.

Alem disto reivindicamos:
- mais guichês para compra de créditos;
- o direito as 3 refeições para os não carentes;

3. Mais vagas na casa para a Pós Graduação: exigimos a imediata ampliação das vagas para a pós graduação sem cortes de direitos dos estudantes bolsistas.
As bolsas para a pós graduação dizem respeito a necessidade acadêmica para desenvolver o projeto do mestrado. Para tanto, esta não é destinada para os custos de moradia. Não aceitamos a exclusão de estudantes carentes do programa de inclusão na CEU III por possuir bolsa. Reivindicamos a ampliação das vagas e manutenção destes estudantes na CEU III, além da ampliação das vagas de moradia estudantil para todos os níveis da UFSM.

4. Pela conversão das bolsas de trabalho em bolsas de ensino, pesquisa e extensão. Só no Hospital Universitário são mais de 250 estudantes que ganham uma bolsa para realizar trabalhos equivalente a servidores públicos da UFSM Chega de exploração! Estudante não é funcionário público! Exigimos mais direitos estudantis aos bolsistas da UFSM. Reivindicamos:

- Liberação para atividades acadêmicas;

- Férias semestrais, respeitando o calendário acadêmico;

- Proteção contra riscos para a saúde no caso dos bolsistas do HUSM;

- Que as atividades designadas aos bolsistas sejam respeitadas para que não haja abuso nem sobrecarga de trabalho;

- Encaminhamento dos bolsista para a área de seu curso;

- Revisão da carga horária de trabalho dos bolsistas;
- Vincular a bolsa no currículo do estudante;

- Evitar férias dos técnicos administrativos simultaneamente;

- Regulamentação de órgão de apoio aos bolsistas;

- Respeito às opções culturais, políticas e sexuais;

- Não a perseguição política durante as atividades dos bolsistas;

5. Pelo ampliação do acervo e do horário de atendimento da biblioteca.

6. Pela ampliação das bolsas de iniciação científica na UFSM.

7. Por ampliação dos recursos de fomento a pesquisa e a extensão na UFSM. Garantia de bolsas de iniciação científica a professores com titulação em diferentes níveis.

8. Garantia de recursos da UFSM para os projetos de línguas, garantindo que estes atendam os estudantes gratuitamente.



Assembléia Geral dos Estudantes
Conselho de Entidades de Base
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES



para mais informações: http://www.dce-ufsm.org
e
http://www.ocupacao-ufsm.cjb.net

Comentários sobre os impactos financeiros do decreto 51.636 e sua alteração pelo Decreto Declaratório nº 01 de 30 de maio de 2007

Em relação ao decreto supostamente "declaratório" - ato executivo usado pela primeira vez na história do Estado de São Paulo - o que o governador do Estado fez, de fato, foi revogar os decretos anteriores no que tange apenas às Universidades Estaduais Paulistas. Respondeu assim, embora tardiamente, ao reclamo dessas instituições, embora tenha se calado a respeito do Centro Estadual de Ensino Tecnológico Paula Souza, que inclui as Fatecs.   

Insistimos que, em relação à tão falada "transparência", deve ser dito que ela se referia à questão da execução orçamentária e não aos lançamentos de operações financeiras da universidade, a qual sempre foi bem gerida, tanto que nunca foi deficitária. É a execução orçamentária que irá ao SIAFEM, isto é, os gastos realizados, e nisto ninguém vê problema.  

Isto significa que a Universidade assim como os outros órgãos públicos que possuem certa autonomia (tais como METRÔ, CETESB, SABESP, SUS, Ministério Público) recebem a verba a eles destinada e as aplica. No caso da USP, o superávit financeiro compensa as perdas com a inflação e parte deste montante é distribuído através das comissões de orçamento e patrimônio para as mais diversas necessidades da Instituição, de acordo com as prioridades definidas pela reitoria - da qual se espera que siga os princípios do projeto acadêmico.   

A USP sempre teve transparência em relação aos seus gastos, apresentados mensalmente pela internet e em tempo real através do sistema Mercúrio, o que não se aplica aos seus recursos financeiros, nem às operações desta natureza. No período em que o dinheiro ainda não se materializou em outras mercadorias e serviços, eles rendem juros e lucros nas suas aplicações em ativos. E são justamente estes recursos financeiros que interessam ao Governo do Estado. Nesse sentido, é muito apropriada a imagem do "ilusionismo jurídico", utilizada pelo professor Dalmo Dallari, pois, ao focalizar na transparência dos gastos, o governo oculta o que ocorre com as finanças e recolhe para si os recursos financeiros das autarquias por meio da centralização de sua administração.   

Ao governo interessa centralizar os recursos financeiros de todas as autarquias do Estado para concentrar todos os dividendos resultantes dos investimentos que tal operação permite. Provavelmente este será o meio de se gerar superávit das contas públicas do Estado às custas de tudo aquilo que entendemos como serviços públicos com eficiência, isto é, todas as autarquias e fundações públicas que possuem autonomia, assim como as universidades, que continuam sob uma ameaça que será sentida à medida em que se drenem todos os recursos acumulados de investimentos que ainda existam.   

Os investimentos passarão a ser operados em órgãos públicos que cuidam da receita do Estado, os quais foram responsáveis pelo desaparecimento de outros recursos como a previdência pública, investida em órgãos como o ITESP (por isso presente conosco no debate da MTV), e que ganharão com esta operação, na medida em que desafogam o Estado da dívida pública às custas de serviços públicos ainda garantidos para a população.   

É deste modo que os Serviços Públicos passam a significar parcerias lucrativas com empreendimentos privados, cujo lucro é garantido pelo próprio Estado. Pensemos como exemplo o bandejão da química, que continua recebendo recursos da USP apesar de não estar em funcionamento (portanto, sem servir qualquer refeição) e cujos funcionários, terceirizados, têm um piso salarial pouco superior ao salário mínimo, totalmente desvinculado do repasse de verbas à universidade, além da possibilidade constante de demissão sumária. É este tipo de cenário que se prenuncia para as autarquias em suas parcerias público-privadas.  

A moda da gestão pública atual parece apontar para um processo de expansão do acesso aos serviços públicos sem garantir a qualidade do atendimento, além de ampliar a dependência destas às fundações privadas e serviços terceirizados em todos os níveis. Como exemplo, pensemos no SUS.  

Com a nova configuração dos decretos proposta hoje, todas as operações bancárias da universidade serão restritas ao Banco Nossa Caixa S.A, voltando a existir execução financeira (palavra ausente em todo o Decreto 51.636). Entretanto, a despeito do fato de que a Universidade disporá de seus recursos financeiros, é necessário lembrar que partilhará seus dividendos com os outros partícipes do conluio em torno do Banco de Crédito Misto Nossa Caixa S.A. (vide o caso Alckimin-Nossa Caixa).  

Uma outra questão é a de que os decretos relacionam uma transformação não somente na Universidade e em todas as outras autarquias públicas (das quais agora chamamos a atenção!) mas em toda a Gestão Pública, que envolve a Secretaria da Fazenda, a Secretaria de Planejamento e a Secretaria de Desenvolvimento. Como exemplo, devemos expor a relação desta questão à divulgação da arrecadação do ICMS.  

O ICMS deixou de ter publicada mensalmente a previsão de arrecadação, o que impede a projeção de gastos e o plano estratégico da Universidade, assim como as correções salariais dos funcionários das autarquias. Publicando os dados do ICMS anualmente, o governo do Estado de São Paulo é que fará a previsão do valor da arrecadação de um dado mês, como um doze (1/12) avos do valor anual anterior. No novo cenário, caso a arrecadação do ICMS do mês seja inferior ao previsto pelo cálculo com base no ano anterior, o recurso destinado à Universidade, como às outras autarquias, será menor. Por outro lado, se a arrecadação for maior, esta será retida pela Fazenda, podendo somente ser liberada pelo Governo em caráter excepcional. Além disso, no decreto, altera-se o limite do percentual destinado às universidades públicas paulistas, que era um mínimo de 9,57%, e que agora é um teto fixo.  

Não se trata de falar em vitórias, pois uma ameaça mortífera paira sobre todas as autarquias e fundações públicas. Um espectro nos ameaça com a centralização do Estado e um novo modo de gestão, que acena ao desmonte e à terceirização em escala sem precedentes. Mas no que tange à autonomia financeira das Universidades, ao menos externamente, os ataques retraíram.

Haverá agora, às 20h, uma Plenária da ocupação para discutir os novos eventos

 
 
PLENÁRIA DAS TRÊS
 
ESTADUAIS
 
 
 
COMUNICAMOS QUE OCORRERÁ UMA PLENÁRIA
 
DAS TRÊS ESTADUAIS:
 
USP, UNESP E UNICAMP,
 
ESSA NOITE,
 
EM FRENTE À REITORIA OCUPADA
 
DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
 
 
 
 
 
 
 
 

NOTA DE ESCLARECIMENTO À FOLHA ONLINE

   

            O Movimento Estudantil da Universidade de São Paulo vem a público esclarecer que avalia sistematicamente nos seus fóruns os rumos da ocupação da reitoria. Nesse sentido, a afirmação contida na nota pública divulgada à imprensa ontem, “O movimento estudantil da Universidade de São Paulo vai avaliar nos seus fóruns apropriados, qual o impacto da manutenção da ocupação da reitoria da USP para as negociações”, não faz mais do que reiterar a dinâmica NORMAL de funcionamento do movimento, na qual não se decide sobre os rumos da ocupação durante as reuniões de negociação, mas nos seus “fóruns apropriados”. Por isso, o movimento não entendeu a manchete publicada hoje, 30 de maio de 2007, pela Folha Online: “Estudantes já debatem se ocupação da reitoria prejudica as negociações”.

Nota pública sobre a reunião de negociação com o governo do estado de São Paulo de 28 de maio de 2007

 

Nós, do movimento estudantil da Universidade de São Paulo, em processo de negociação com o governo do Estado de São Paulo, onde estavam presentes representantes da Adusp e do Sintusp, viemos a público manifestar nossa posição a respeito da  reunião de negociação realizada ontem, 28 de maio de 2007, com o Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Luis Antonio Marrey.

Em primeiro lugar, no nosso entendimento, ao contrário do que foi veiculado na mídia, não é verdade que a reunião de negociação terminou em impasse. O que houve foi que o movimento estudantil, conforme combinado na última reunião de negociação, levou sua interpretação dos decretos do governador Serra e, a partir dela, apresentou uma proposta clara ao governo do Estado, qual seja, a revogação dos decretos 51.460/07; 51.461/07;  51.471/07; 51. 636/07; 51.660/07 que, segundo o entendimento do movimento, ferem a autonomia universitária das Universidades Estaduais Paulistas, garantida por lei, além de estarem em claro conflito com a Constituição Federal e Estadual. Após a apresentação da nossa proposta, esperávamos ouvir a contraproposta do governo do Estado. O secretário disse, então,  que o governo não está disposto a revogar os decretos – que se o movimento quisesse, poderia entrar na justiça contra o Estado – mas que estava disposto a reescrever parte dos decretos. A pergunta do movimento foi, então, o que o governo do Estado de São Paulo está disposto a mudar nos decretos. O movimento estudantil espera ouvir, na próxima reunião de negociação, a contraproposta do governo à sua proposta, apresentada claramente ontem.

Também colocamos a necessidade de mais verbas para educação, discutindo os sucessivos vetos ao aumento do repasse do ICMS às três universidades estaduais e o aumento da vinculação de 30 para 31% da receita estadual para educação. O secretário então respondeu que não tinha “nada a declarar” sobre este assunto.

Outro aspecto controverso é quanto a suposta exigência de desocupação da reitoria da USP para o prosseguimento das negociações. O Secretário foi explícito ao afirmar que a continuidade das negociações não estava condicionada à desocupação da reitoria da USP, embora entendesse que o processo de negociação seria mais tranqüilo se a reitoria fosse desocupada. O movimento estudantil da Universidade de São Paulo vai avaliar, nos seus fóruns apropriados, qual o impacto da manutenção da ocupação da reitoria da USP para as negociações, mas entende que o Governo do Estado de São Paulo não condicionou a continuidade das negociações à desocupação e, por isso, estranhamos a declaração dada pelo secretário, após a reunião, de que a desocupação seria condição “sine qua no” para a continuidade das negociações. O movimento entende que saímos de lá com outra reunião agendada, independentemente da decisão sobre a manutenção da ocupação e reitera a necessidade de coerência de ambas as partes para que a negociação chegue a bom termo.   

Por fim, o movimento reitera publicamente o intuito de prosseguir negociando suas pautas específicas com a reitora da Universidade de São Paulo, Suely Vilela, e esclarece que não o fez ontem, na reunião de negociação com o Estado de São Paulo, por entender que configuraria ataque à autonomia universitária negociar os problemas específicos da USP na frente do governo do Estado, como se fosse ele um mediador apropriado. A Reitora, quando convidada pelos estudantes se voltaria à mesa de negociações, afirmou que aceitaria voltar a conversar. O movimento estudantil reitera que a reitoria da Universidade de São Paulo é a única interlocutora legítima para negociar assuntos internos à universidade.

30 de maio de 2007

 
Divulgamos manifesto lido no dia 29/05/07, durante a sessão do Conselho Universitário da Unicamp, assinado pelos (as) Diretores (as) das 23 unidades da Unicamp.
 
 
 
 
Segundo Manifesto dos Diretores de Unidades Acadêmicas da Unicamp
“Em Defesa da Autonomia das Universidades Públicas Paulistas”

 

Em vista dos decretos do Governo Serra no primeiro mês de gestão e das conseqüentes incursões sobre a autonomia universitária da USP, UNICAMP e UNESP, e considerando que:

1.      o artigo 207 da Constituição Brasileira de 1988 define perfeitamente o princípio da autonomia universitária: “As Universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”;

2.      o mesmo princípio é reafirmado nos artigos 53 e 54 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e também no artigo 254 da Constituição Estadual de São Paulo;

3.      o compromisso da função social da Universidade é intrínseco ao princípio de autonomia universitária e é exercido com responsabilidade pelas três universidades estaduais paulistas, USP, UNICAMP e UNESP, por meio do aprimoramento de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, na busca constante do mérito e da excelência acadêmicos;

4.      a indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão na Universidade, exercitada rigorosamente por essas instituições de excelência, recomenda que os órgãos afetos ao incremento e ao financiamento dessas atividades sejam constantes da mesma secretaria que lhe diz respeito;   

5.      ao longo dos anos de vigência da autonomia financeira, conquistada pelas universidades públicas do Estado de São Paulo, em 1989, estas apresentam concretamente um desempenho muito positivo. Só a Unicamp ampliou em 130% as matrículas no ensino de graduação e de pós-graduação, mesmo com redução de aproximadamente 20% de seus quadros docentes e de funcionários. Juntas, as três universidades são responsáveis por mais de 50% da produção científica brasileira;

6.      as três universidades realizam periodicamente rigorosos processos de avaliação institucional, por meio de comissões internas e externas, constituídas por pesquisadores nacionais e internacionais de alto nível, as quais geram relatórios abrangentes e minuciosos que são enviados ao Conselho Estadual de Educação, e postos à disposição da sociedade;

7.      as três universidades contribuem expressivamente com o desenvolvimento científico e tecnológico do país, e também com a busca de melhoria da educação básica pública, paulista e brasileira, de maneira articulada com secretarias municipais e estaduais de Educação e com o Ministério da Educação;

8.      todas essas ações são realizadas com completa transparência de gestão acadêmica, administrativa e financeira, graças ao respeito à institucionalidade das decisões tomadas nos órgãos colegiados internos, à participação no SIAFEM desde 1997, e ao envio mensal de relatórios da execução orçamentária aos órgãos internos das universidades, aos órgãos responsáveis do governo estadual e à sociedade em geral;

nós, Diretores das Unidades Acadêmicas da UNICAMP, vimos solicitar ao Exmo. Governador do Estado de São Paulo, Prof. José Serra:

a)      a extinção da Secretaria de Ensino Superior e conseqüente revogação ou alteração dos decretos correspondentes;

b)      o retorno de UNICAMP, USP e UNESP, e de outros órgãos a ela transferidos, para a Secretaria de Desenvolvimento (anteriormente denominada Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico);

c)      a alteração de redação dos Decretos 51.471 e 51.473, de modo que não se apliquem às autarquias de regime especial;

d)      a alteração de redação do decreto 51.636 nos itens incompatíveis com a autonomia universitária.

 

Está claro para nós que os decretos mencionados ferem dispositivos da constituição federal e do estado de São Paulo. Interferem na autonomia das três universidades públicas paulistas. Desconsideram que o exercício pleno dessa autonomia compete exclusivamente às universidades, aos seus respectivos Conselhos Universitários e ao Conselho de Reitores – Cruesp. Não otimizam a organização da Administração Direta do Estado de São Paulo, ao contrário: criam órgãos cujos campos funcionais se fragmentam, se dispersam e se superpõem. Geram, enfim, desperdícios dos recursos públicos.

Isto posto, reiterando manifesto anterior de 27 de março de 2007, reafirmamos nossa posição contrária às anomalias institucionais geradas em conseqüência de tais decretos.

Campinas, 25 de maio de 2007.

(Original assinado pelos/as Diretores/as das 23 unidades de ensino da UNICAMP: FCM, FE, FEA, FEAGRI, FEC, FEEC, FEF, FEM, FEQ, FOP, IA, IB, IC, IE, IEL, IFCH, IFGW, IG, IMECC, IQ, CESET, COTIL, COTUCA)  

 Pauta de reivindicações da ocupação – Unesp Rio Claro

ENDEREÇO DO BLOG DA OCUPAÇÃO DE RIO CLARO : http://www.ocupacaorioclaro.blogspot.com/ 

 

Nós, estudantes da Unesp de Rio Claro, ocupamos a partir do dia 24 de maio de 2007 as salas de aula do Bloco Didático I do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), conforme deliberado, de maneira democrática, por Assembléia Geral dos Estudantes, onde todos têm direito a voz e voto. Vimos, então, por meio desta tornar pública a nossa pauta de reivindicações:

1.Pela retirada da Secretária do Ensino Superior (decreto número 51.461) e dos demais decretos (de números 51.460, 51.471, 51.636 e 51.660) que ferem a autonomia universitária e evidenciam o processo de mercantilização do ensino.

2.Aumento do repasse das verbas do ICMS de 9,57% para 10,43%.

3.Contra todos os ataques ao funcionalismo público, entre eles o SPPREV.

4.Paridade de votos nos conselhos, congregações, demais órgãos colegiados e inclusive nas eleições para reitores.

5.Abrir concurso público para a contratação de professores para o campus em regime RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa) de acordo com a demanda de cada departamento.

6.Aumento imediato do número de bolsas BAAE de acordo com a demanda.

7.Aumento do repasse percentual de verbas para os projetos de extensão, já que este é ponto integrante do tripé fundamental que sustenta a Universidade.

8.Reunião conjunta e aberta à toda população, até o dia 10 de junho de 2007, com o Reitor Marcos Macari e os diretores de Instituto, Amilton Ferreira e Sebastião Carvalho, para que possam esclarecer seus posicionamentos diante dos decretos anteriormente citados e discussão das pautas de reivindicação.

9.Contra a repressão aos estudantes do campus de Araraquara, uma vez que esta se caracteriza por uma perseguição política.

10.Apoio à ocupação da Reitoria da USP e da UFAL (Universidade Federal de Alagoas) e que nenhum estudante, funcionário ou professor sofra processo de repressão. Apoio, também, às possíveis mobilizações a favor da educação pública.

11.Manutenção dos espaços estudantis: ampliação da “Casinha de Madeira” (sede de CA’s do campus) e construção de sede para o Diretório Acadêmico e do Centro de Vivências.

12.Adequar a infra-estrutura do campus Bela Vista às necessidades criadas pela unificação dos campi de Rio Claro, dando atenção especial à biblioteca, que exige imediata ampliação. Assim como, a infra-estrutura do Restaurante Universitário e do Pólo Computacional, pois não há um planejamento a respeito dessas necessidades.

13.Exigimos um documento escrito e assinado pelos diretores dos Institutos garantindo nenhuma repressão aos participantes da ocupação, uma vez que estes estão engajados em uma luta legítima e democrática.

14.Autonomia estudantil para o uso da infra-estrutura dos equipamentos, como: data-show, anfiteatros, ônibus e do espaço do campus para a realização de eventos culturais e sociais.

15.Contra a presença da polícia, a implementação de catracas, câmeras e carteirinha de identificação na entrada do campus pois a Universidade é uma espaço público e deve ser aberta a todas as pessoas. Desta forma, exigimos que existam projetos reais para que todos possam usufruir de fato de estruturas como biblioteca, pólo computacional e restaurante universitário.

16.Incorporação, sem concurso público, dos funcionários já terceirizados. Pelo fim da terceirização na UNESP.

17.Pela manutenção das casas de aluguel até o final da construção do terceiro bloco da moradia.


Ocupação Unesp Rio Claro
27 de maio de 2007.

A assembléia dos docentes da Unesp Rio Claro ocorreu hoje, e aprovou greve com a seguinte pauta:

- Contra a Secretaria de Ensino Superior
- Abaixos os decretos do governador Serra
- Contra os ataques do funcionalismo público em especial o SPPREV
- Contra o reajuste salarial proposto pelo CRUESP em defesa da proposta do Fórum das Seis

Usp, Unesp, Fatec e Unicamp, na luta professor, funcionário e estudante!

Pauta de reivindicações

Pauta de reivindicações da

UNESP Ilha Solteira


  • Cancelamento dos decretos nº 51460, 51461, 51471, 51636 e 51660 assinados no governo do José Serra;

  • Aumento da qualidade e quantidade de refeições servidas pelo restaurante universitário;

  • Melhoria na qualidade da moradia estudantil;

  • Maior contrataçõa de funcionários dentro da faculdade;

  • Elaboração de um documento, no qual os professores devem assinar se comprometendo a respeitar o movimento de greve dos estudantes, não realizando qualquer atividade que envolva a graduação e pós-graduação;

  • Pagamento, por parte da faculdade, do seguro obrigatório de estágio curricular;

  • Restituição aos alunos que efetuaram o pagamento do seguro obrigatório de estágio curricular.

MANIFESTO DA OCUPAÇÃO DA UFMT

 

O atual quadro do ensino superior em nosso país não é nem um pouco positivo. Descaso, sucateamento e direcionamento de todo o ensino e pesquisas à uma lógica cada vez mais mercantilista, onde os interesses do mercado prevalecem aos interesses e necessidades da maioria da sociedade. Isso tudo é apenas parte do que temos nos deparado atualmente na busca por uma universidade que seja de fato pública, gratuita, de qualidade e a serviço das demandas da sociedade.

O atual projeto de Reforma Universitária, tão pouco discutido nas universidades por suas administrações, ao invés de solucionar esses problemas vem aprofundá-los, na medida em que confunde as instituições públicas com as privadas, concede benefícios exorbitantes à essas últimas, congela o destino de verbas públicas para as instituições públicas, fomenta a instituição de ensino à distância nas universidades públicas, insere um modelo de pós graduação paga – inclusive com titulação de mestrado e doutorado, elimina os concursos para contratação de servidores e terceiriza esses setores, além de escancarar as portas das mesmas às fundações privadas.

Todo esse quadro de descaso à educação superior manifestado nas políticas do governo federal se manifesta em nosso cotidiano na UFMT. Excesso de professores substitutos, extremamente mal remunerados, falta de estrutura para os laboratórios e biblioteca central, falta de técnicos administrativos, moradia e assistência estudantil, dentre outros fatores.

Paralelo a tudo isso, enfrentamos dentro das universidades um forte grau de repressão por parte de suas Administrações Superiores à toda forma de crítica manifestada. Atualmente na UFMT há sindicâncias contra manifestações de estudantes e professores que podem levar a punições. Outro indício de repressão é a dificuldade que a Administração impõe em ceder estrutura para encontros do movimento estudantil, enquanto para encontros de outro porte, inclusive com fins comerciais, as mesmas dificuldades não ocorrem.

A situação é cada dia mais crítica e exige uma resposta clara e direta por parte de toda a comunidade acadêmica. Unificar as lutas e defender o ensino público e a liberdade de expressão, eis porque acampamos no campus da universidade e chamamos toda a comunidade universitária e os movimentos sociais e sindicais a se juntarem conosco.


1º - Anulação imediata de todos os processos e sindicâncias de perseguição política vigente e não à abertura de novos processos com o mesmo intuito! Fim imediato dessa perseguição e início da liberdade de expressão dentro do campus da UFMT!

2º - Que a universidade, a modelo do encontro da SBPC, reconheça, dê absoluto apoio e ceda estrutura aos encontros estudantis: salas para alojamento, gráfica universitária, e outros.

3º - Contra o decreto que extingue cargos no quadro de servidores da universidade pública e abertura imediata de concurso público para contratação de servidores; ampliando o quadro das categorias deficitárias, pois estas, diferente das privatizadas, tem um maior comprometimento com a universidade pública.

4º - Ampliação do C.E.U. – Casa do Estudante Universitário. Realização de uma análise pela Comunidade Acadêmica do projeto existente para construção do C.E.U. dentro do campus de Cuiabá e que este projeto seja discutido com representantes do CEU atual. Após esta análise início imediato dessa construção.

5º - Utilização do espaço ao lado do RU – antigo Banco Real – para um espaço de vivência estudantil, que comporte a criação de uma Rádio Livre que será coordenada por um conselho formado por todas as entidades estudantis da UFMT e com abertura para demais movimentos sociais.

6º - Ampliação e Fortalecimento da Biblioteca Central. Apoio às atuais demandas dos servidores da Biblioteca e capacitação para suas funções específicas. Estender o horário de atendimento da Biblioteca Central até às 18:00h aos sábados.

7º - Realização de uma jornada de discussão sobre a Reforma Universitária, com palestras, seminários, etc. Que esta programação seja construída com a Administração Superior, Adufmat, Sintuf e DCE.

8º - Esclarecimento Público sobre a entrada de todas as empresas privadas na universidade (UniSelva, DocCenter, Arca Incubadora, etc.). Abertura de investigação para apurar irregularidades nos processos de entrada dessas empresas no campus na UFMT.

9º - Por Café da Manhã no Restaurante Universitário – das 6:30h às 8:00h – para atender às necessidades de estudantes ! Pela melhoria e variedade das refeições.

10º - Que a Universidade se posicione publicamente contra os seguidos aumentos da tarifa de transporte público, utilizando-se de seu estudo em conjunto com a UFRJ que aponta a exclusão de 200 mil pessoas com a tarifa a R$1,60; pela implementação de uma tarifa-social de transporte público e ampliação do Passe-Livre. Educação não é só em sala de aula!


 
Caso queiram manter contato, este é o email e este é o blog:www.ocupacaoufmt.blogspot.com
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