08 June, 2007 19:43
Ato de integracao universitaria no vao do MASP foi cancelado.
Devido a grande grade de atividades decidimos adiar para uma data futura.
mais informacoes em breve.
08 June, 2007 19:43
Ato de integracao universitaria no vao do MASP foi cancelado.
Devido a grande grade de atividades decidimos adiar para uma data futura.
mais informacoes em breve.
08 June, 2007 01:55
08 June, 2007 00:16
vamos REfazer a tela do RELÓGIO!!!
venha ver como funciona e trazer idéias pras próximas estampas ...
vamos fazer tudo do zero e na ocupação:
de esticar o tecido no quadro até as primeiras camisetas estampadas.
OFICINA DE SILK
SEXTA (08/06) - 13h30 - no Copérnico (hall principal)
07 June, 2007 22:27
07.06.2007 - Cortam o pulso da internet..
Às 0h do dia 07.06, a USP derrubou a internet da reitoria ocupada.
Precisamos de um starone ou qualquer outra
internet via satélite!
Subversão! sub-verter da técnica a política, desmediar por cabos a vida e o movimento, é força bruta contra a brutalidade dos meios de comunicação que criam a massa, esse ser abstrato e disforme..
A força dos projetos de comunicação que se põem contra tanta mentira organizada se mostra ainda mais com esse corte! Tentam bloquear nossa proposta de esclarecimento como desmistificação das massas.
Imagens.. a comunicação em massa nos transmuta em imagens, substituíveis, intercambiáveis, consumíveis e descartáveis, sem essência e conteúdo. A forma-mercadoria intangível, que estimula as suas piores pulsões, no gozo consentido de cada receptor de imagens sonoras e visuais bombardeadas a cada botão apertado.
Forma-se a equação: acidente de carro = manifestação de rua = estatísticas do capital = novo lazer das top-models = qualquer novela = primeira página de todo semanário = a grife da vez = a mulher que se transforma em cerveja = a nova e velha igreja = qualquer ocupação, espetáculo da vez, no lugar de qualquer ação política, vendida pra qualquer sofá inerte, de onde se torce a favor ou contra, no intervalo do futebol.
Como a Universidade, a internet é espaço político em disputa: expectativa de diálogo, interlocutores e estímulo à ação. O sentido desta mensagem performativa é evocar a emancipação, a não-passividade, para além do campo, onde apenas se reproduz a imagem e o discurso totalitário dessa imagem, cuja verdade se resolve em sua repetição.
Esperamos respostas.
A ação politica também se manifesta na subversão da linguagem, como na pequena ilha de onde falamos cercados pelo bombardeio intempestivo da indústria cultural e seus valores, a identidade única, a violência institucional, e o gozo daqueles que esperam ansiosos a tropa de choque sobre nós.
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
07 June, 2007 19:22
No dia 06/06 um grande ato, encabeçado pela linha dura ideológia da Universidade de São Paulo, estava marcado: “Ato contra a greve e contra a ocupação”. O argumento, simples de se entender, as assembléias gerais dos alunos, assembléias da ADUSP e do SINTUSP não representariam suas bases por ter uma representatividade muito baixa. Assim sendo, o movimento de greve e a Reitoria Ocupada seriam ilegítimos.
Entretanto, o grande ato foi pífio. Após um período de espera, o ato atingiu aproximadamente 150 integrantes. Frente a este problema, a organização desistiu de protestar em frente à Reitoria ocupada, foram apenas, até a famosa Praça do Relógio, onde nem mesmo conseguiram dar um abraço simbólico ao relógio. Cantaram o Hino Nacional.
Já na reitoria, ocorreu efetivamente um “abraço à reitoria”. Com número de participantes maior, contava com estudantes, professores e funcionários da USP, UNESP e da UNICAMP, estudantes secundaristas e Movimento dos Sem Universidade. Após o ato, manteve-se a programação na reitoria: o encontro das estaduais, incorporado pelos estudantes secundariastas, fizeram Grupos de Discussão (GDs) e Grupos de Trabalho (GTs).
O que tal acontecimento significa?
Ora, se os contrários à ocupação não consegue organizar nem um único ato que, segundo eles, representa a vontade da maioria, será que é de fato a vontade da maioria que está em questão ou o projeto totalitário de poucos?
A Reitoria Ocupada é o marco de uma luta que ultrapassa a greve. Discussões frutíferas sobre projetos de educação, direitos democráticos, formas de organização social, cidadania, fazem parte do nosso cotidiano.
É um movimento organizado que atinge sim suas bases, pois, por elas foi chamado. O Movimento Estudantil de hoje, ao contrário de poucos anos atrás, não se faz a partir de lideranças, sendo sim construído pelas bases.
A direita, por outro lado, tenta liderar os alunos e funcionários. Muitas vezes coagem os primeiros e ameaçam os segundos que, infelizmente, mantém-se encabeçados pelo senso comum. Mas, como todo ato de liderança que não representa as bases, demonstra-se inviável. Os estudantes, assim como demais setores, hoje, sabem qual é o projeto do Estado, qual é o projeto da Reitoria, qual é o projeto da Direita. E se recusam a colaborar com tal projeto.
Tal desordem é sintoma do afastamento em relação aos movimentos organizados e, aos membros críticos da sociedade. É um sintoma da perda da hegemonia que possuia outrora, afastados de suas bases, enquanto os movimentos de esquerda se aproximam cada dia mais.
07 June, 2007 14:29
O professor Gerárd Doménil da CNRS (França) vistará a ocupação!
Detalhe: Ele participou do movimento estudantil françês na década de 60.
Hoje, 07 de junho, às 15:30h!!
06 June, 2007 22:03
06 June, 2007 00:56
Estudantes reunidos em assembléia hoje em frente à reitoria decidiram manter a ocupação e a greve.
Reafirmamos nossas pautas, portanto pedimos a revogação integral dos decretos e a ampliação do atendimento dos 18 pontos em negociação coma reitora.
Convocamos todos aqueles que apoiam a ocupação para um ato amanhã, aqui na ocupação da reitoria, às 9h, em defesa da ocupação.
Em seguida, todo mundo na plenária estadual de estudantes, a se realizar também aqui na ocupação.
Foi marcada a reunião do comando de greve aberto para segunda às 18h.
06 June, 2007 00:40
A REITORIA DA UFRGS FOI OCUPADA HOJE
O plano é resistir por 24 horas.
Um manifesto escrito pelo DCE foi entregue ao reitor da Universidade.
As pautas são:
. apoio à ocupação da USP pela autonomia universitária
. garantia dos espaços alternativos ocupados pelos alunos
. cotas
. políticas de permanência estudantil
. ampliação dos Restaurantes Universitário e construção do RU ESEF
05 June, 2007 22:56
Abaixo está a resolução de não participar da caminhada contra a ocupação por parte dos docentes da Geociências!!!
***
Caros Colegas,
A Direção do Instituto de Geociências tendo recebido um convite para
participar de uma Caminhada pelo Campus, no dia 6 de junho, saindo do IPT
rumo à Reitoria da USP, decidiu convocar uma reunião com docentes para
discutir a nossa posição a esse respeito. Os docentes presentes à reunião
(dia 5 de junho, às 11:00 horas), após discussão, decidiram por unanimidade
não aderir à Caminhada pelo Campus, por entenderem que essa
iniciativa não é oportuna pois, ao contrário de contribuir para solucionar
o impasse, tem o potencial de gerar mais conflitos prolongando ainda mais a
crise atual.
02 June, 2007 19:10
Assembléia Geral dos Estudantes da USP
Informes!
- Foi marcada mais uma reunião de negociação com a reitora nesta segunda-feira (horário ainda a confirmar)
- Em assembléia geral, a Poli decidiu por uma paralisação (!!!) na terça-feira (05.06) para aprofundar as discussões sobre a situação atual. Foram formados grupos de trabalho para tratar da questão dos decretos, do estatuto e demais questões que envolvem o próprio conceito de Universidade Pública. As pautas foram votadas uma a uma e 14 delas foram aprovadas. Nas duas primeiras votações sobre a greve não houve contraste, mas depois a entrada na greve perdeu por cerca de 40% a 60%. Haverá uma outra assembléia às 15h desta terça, na qual serão apresentados os resultados dos Gts e haverá nova votação sobre a greve.
- A reitoria da UNESP pediu reintegração de posse do prédio da diretoria de Presidente Prudente!
- Instituto de Física: o prof. Elsio Abdala envia pedido de sindicância contra seis alunos participantes do movimento de greve ao diretor em exercício do Instituto de Física.
- Direito: mais de 500 estudantes reunidos em assembléia geral (somando-se manhã e noite) se posicionaram em unanimidade contra os decretos do governo do Estado. Decidiu-se, por maioria, pela união a toda mobilização que busque derrubá-los e, além disso, foi aprovado um indicativo de greve que será submetido a um plebiscito nesta terça (05.06) às 9h.
- USP São Carlos - CAASO: neste final de semana, a ocupação do bloco da engenharia completa 80 dias. Em assembléia foi decidido apoio total à ocupação da reitoria da USP e que o bloco só será desocupado com a revogação total dos decretos.
- A Reitoria da USP usa a ocupação como desculpa para cessar as negociações (que acontecem há anos) com diversos movimentos sociais sobre a isenção da taxa de inscrição do vestibular. Há um mês e ½ sem negociar, lança o edital sem organizar as isenções.
- Havia aproximadamente 1000 estudantes presentes
Deliberações!
Manutenção da greve. Mantidos eixos – contra decretos do governador
José Serra, mais verbas para educação, estatuinte já.
Manutenção da Ocupação da Reitoria da USP.
A assembléia geral dos estudantes da USP faz um chamado a todos os
estudantes do país pela realização de uma Plenária Nacional dos
Estudantes em defesa da Educação, a se realizar na Ocupação. O
chamado será feito a partir de uma carta, a ser enviada aos Centros
Acadêmicos, DCEs, FEMEX (Federação de Executivas de Curso) e Frente
de Luta Contra a Reforma Universitária, etc.
Domingo: dia de discussão sobre os decretos (a partir do decreto declaratório), sobre as pautas e sobre a estatuinte (vide calendário no post seguinte)
01 June, 2007 10:24
01 June, 2007 07:10
01 June, 2007 04:30
Polícia na USP é ‘mais do que autoritarismo’ , diz filósofa
A renomada filósofa Olgária Matos e outros 300 intelectuais firmam abaixo-assinado no qual rejeitam a 'ação violenta de desocupação do prédio [da Reitoria]' da USP. Para ela, os estudantes deram 'uma aula de democracia ao poder instituído na universidade'.
Rafael Sampaio – Carta Maior
SÃO PAULO - Signatária de um abaixo-assinado que pede novas negociações da reitora Suely Vilela com os estudantes que ocuparam a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, em São Paulo, a professora titular de Filosofia, Olgária Matos, chama de “absurda” a hipótese de a Tropa de Choque realizar o despejo forçado da ocupação. Olgária é especialista em filosofia política e História da Filosofia, com enfoque no iluminismo. Ela lançou livros como “Discretas Esperanças”.
Assim como Olgária, outros 300 professores da USP assinam a petição e rejeitam “qualquer ação violenta de desocupação do prédio [da Reitoria], tendo em vista a justeza de sua causa política em defesa da universidade pública”. Dentre os que assinam o documento estão os professores Antonio Candido, Alfredo Bosi, José Miguel Wisnik, Marilena Chauí, Franklin Leopoldo, Luiz Tatit, Paulo Arantes, Maria Victoria Benevides e Leda Paulani.
“Em vários países do mundo, a universidade está a salvo das ingerências policiais, porque ela é a única capaz de garantir pensamento livre”, diz Olgária, para quem as “novas idéias” não podem ser limitadas.
“É claro que muitos professores não acham [a ocupação] uma atitude que deve ser promovida ao status de arma política ou forma de luta política”, pondera a professora. Porém, ela faz questão de lembrar que “enviar a Polícia Militar, neste caso [de ocupação], é como intimidar um movimento civil, intelectual e político dos estudantes”.
Confira, abaixo, a edição das melhores partes da entrevista:
Carta Maior – Como a senhora vê uma provável desocupação da reitoria da universidade mediante uso da força policial?
Olgária Matos – Seria gravíssimo se isso viesse a acontecer. Parece-me que o significado das reivindicações dos estudantes é legítimo, o que deve ser discutido com a Reitora e não com a Polícia Militar.
Acredito que esta ocupação foi uma fórmula para estes jovens darem uma aula de democracia ao poder instituído na universidade. Eles devem ter consciência total ou parcial do que está acontecendo, e assim se faz o difícil aprendizado democrático que as autoridades universitárias não conseguem entender.
CM - A senhora, que tem uma longa história na universidade, já presenciou este tipo de ação da Polícia Militar dentro do campus?
Olgária - Eu só me lembro da ocupação do prédio da Maria Antônia [batalha ocorrida em outubro de 1968 entre estudantes de Filosofia da USP e da Universidade Mackenzie]. Foi o dia mais triste da história desta instituição e de todas as universidades do Brasil, se você quer saber.
CM – Qual o significado simbólico da presença da Polícia Militar no campus? Trata-se apenas de autoritarismo?
Olgária - Não é autoritarismo, é pior. Porque quando há autoritarismo, ele previne muitas vezes o uso da força policial, porque já faz [implicitamente] o papel de polícia. Não é que os policiais sejam maus. Mas o que significa a presença da polícia armada dentro de um campus, sendo que as nossas únicas armas são os livros e o pensamento?
É muito grave, porque se ocorrer isso, serão armas desiguais, e o recinto universitário é um lugar que fica distante do conflito armado urbano. Enviar a Polícia Militar neste caso é como tentar intimidar um movimento civil, intelectual e político dos estudantes. Seria responder a isso com a força bruta, então é totalmente absurdo.
CM – A senhora diz que as reivindicações são legítimas. O que pensa da ocupação na Reitoria?
Olgária - Eu acho que os estudantes que lá estão têm consciência de que eles não representam todos os estudantes, todos os professores e todos os funcionários da universidade. Se eles discutiram e na dinâmica do movimento estudantil foi decidido assim, não cabe a nós julgar.
Não sei, mas talvez eles se sintam desatendidos e não encontraram quem intermediasse as suas reivindicações. Acho que [ocupar] foi uma atitude extrema, mas toda esta politização amadurece e ensina. Todas as reuniões, estas discussões, tudo isso esclarece a consciência dos atos dos alunos. Isso amadurece a vida política da universidade e dos estudantes. Antes de avaliar se é legítimo ou não, acho que vale olharmos a politização que o ato teve e em como isso vai ficar na história da universidade.
CM - Existe um consenso dentre os professores de que utilizar a força policial para fazer a desocupação da Reitoria é desnecessário?
Olgária - Os professores não querem violência na desocupação. O que não é consenso é sobre a ocupação ou não da Reitoria. Há professores que crêem que ocupar este prédio é um excesso de ativismo. Simbolicamente é um lugar muito importante, é o lugar da autoridade, a Reitoria, que é necessária para coesão de toda a vida universitária.
É claro que há muitos professores que não pensam que [a ocupação] é uma atitude que deve ser promovida ao status de arma política ou forma de luta política. Agora, parece que as últimas gestões da Reitoria e das direções dos cursos vêem os estudantes como uma parte desprezível ou secundária na vida universitária. Na verdade, a razão de ser da USP é a docência e a pesquisa, que não são duas coisas separadas.
A docência existe, então é essencial existirem aulas. Eu acho que os estudantes são a matéria nobre da instituição, e vejo uma desconsideração [da Reitoria].
Se a reitora Suely Vilela marca uma audiência pública e não pode aparecer [primeira razão do protesto dos estudantes], ela deveria enviar alguém, um representante. Os estudantes não estão [fazendo a ocupação] em uma causa vazia. Eles querem defender a universidade. Em vários países do mundo, a universidade está a salvo das ingerências policiais, porque ela é a única capaz de garantir pensamento livre. As novas idéias não podem ser cerceadas.
Então você tem que responder intelectualmente ao movimento estudantil, que está fazendo uma defesa da autonomia universitária. Não é só autonomia orçamentária, mas é de pesquisa e de deliberações. É uma questão de filosofia política séria. E mais: é uma questão de dignidade institucional. Não dá para inverter uma lei que foi conquistada com muita luta dos docentes, depois de um longo período de ditadura. Ou seja, estes decretos causam uma reação instantânea de quem entende o que é a universidade.
A sociedade brasileira entende mal o papel de uma universidade, infelizmente. Nosso país tem elites avarentas no seu conhecimento, que não querem compartilhá-lo com a sociedade. A universidade é mal-entendida, por isso há espaço para a reitora Suely não se dispor a negociar mais. Até agora, os professores tentaram fazer algumas comissões para negociar com ela. Mas Suely não recebe nem estes grupos, formados às vezes por professores universitários e intelectuais renomados.
CM – A senhora acredita que os decretos de fato ferem a autonomia universitária?
Olgária – Claro que ferem! Só a idéia de ter um decreto já fere a autonomia. Não dá para dizer o contrário quando existe uma rotina consolidada na universidade mais importante da América do Sul, e que acaba alterada desta forma.
A universidade sabe o que faz, o que precisa e o que conduz. Ela presta periodicamente contas ao governo, e sabe a dinâmica de seus cursos, de suas publicações, de suas relações com docência, pesquisa, extensão, os congressos, as relações com outras universidades, com o ensino superior estrangeiro. O governo que está fora dela vai deliberar se o que a universidade faz está correto ou não, se tem qualidade ou não?
O governo é uma instância burocrática político-administrativa externa à universidade, que tem que dialogar. Mas não é na forma de decreto que se cria esse diálogo. Fazer os decretos é uma expropriação das práticas e consciência universitária, isso é gravíssimo.
Estamos vivendo o fim da universidade pública, gratuita e de qualidade. Não é um ataque isolado. Trata-se de um processo maior do que o governo de José Serra (PSDB-SP), que é só um emissário desta situação [de mercantilização] das universidades.
01 June, 2007 00:46