Esclarecimentos Comissão de Negociação ao longo desta semana


Na Assembléia geral dos estudantes da USP realizada no dia 12/06 foi deliberada a retomada de negociação com a Reitoria, apresentado-se contra-proposta estruturada sobre 5 condicionantes para uma possível desocupação, ou seja , aprovados esses condicionantes seria marcada uma nova assembléia geral onde se apresentaria a carta contendo os condicionantes aprovados, desta forma a assembléia teria condições para decidir o rumo da ocupação.

Porém os fatos não ocorreram como o esperado.

Obedecendo a deliberação da assembléia a retomada das negociações com a reitoria foi solicitada através de uma carta redigida pela comissão de negociação e protocolada pelo chefe de gabinete da reitoria , professor Alberto Carlos Amadio no dia 18/06.

Na carta foi socilitada a reabertura da negociação com os ocupantes da reitoria, foram citados os condicionantes vinculados ao indicativo de desocupação e sugerido uma reunião com a reitora no dia seguinte Terça-feira(19/06) na qual alguns professores se fariam presentes.

A reitoria confirmou a reunião de terça-feira porém como condicionante desta reunião seria necessária uma pré- reunião as 10:00 com dois professores escolhidos por ela.

A reitora usou o argumento de que as últimas negociações teriam se estendido por muito tempo , fazendo-se necessária uma pré-reunião para que fossem discutidos e negociados os itens condicionantes. Nesta reunião chegou-se a um acordo mútuo e, posteriormente um documento resultante da negociação foi elaborado pelos advogados da ocupação.

Porém ao término da reunião das 10:00 fomos informados que a reitora tomara a iniciativa de anular a reunião das 16:00 .

Uma nova reunião quarta-feira às 10:00 foi marcada pela reitora, e o formato desta não fora aprovado no comando de greve unificado. Segundo este formato dois representantes dos alunos, dois representantes dos funcionários e dois professores iriam se reunir para redigir o documento contendo as reivindicações. Em assembléia foi decidido que iríamos a esta reunião porém o formato dela seria a nossos moldes: levaríamos um documento pronto (o mesmo que já tinha sido redigido pelos advogados na noite anterior) e estariam presentes trinta membros da comissão de negociação. Na manhã de quarta-feira fomos informados do cancelamento desta reunião pela reitora. Em reunião da comissão de negociação foi decidido que o texto seria entregue aos professores naquela mesma manhã.

Como pode-se notar tivemos ao longo desta semana duas reuniões travadas pela reitora.

É nítido o interesse por parte dos alunos da continuidade das negociações, nos últimos dias nos empenhamos no esforço conjunto de construção de uma solução definitiva, tendo em vista que as decisões tomadas nas negociações estão vinculadas a um indicativo de negociação e nós nos fazemos conhecedores da importancia deste momento.

O cancelamento das reuniões marcadas pela própria reitora estão dificultando as negociações e pelo que nos parece a reitora ainda não está disposta a negociar neste momento, o que é muito importante.

Os professores da USP já entenderam o recado de importancia e estão se demonstrando interessados em negociar. Eles se dispuseram a entrar em contato conosco para fazer com que as decisões da reitoria chegue até nós. Dentre eles Chico de Oliveira , João Adolfo Hansen, Paulo Arantes.

Quando não há compreendimento nem mesmo do que está sendo negociado nem mesmo os reflexos de tal, fica inviável uma solução, esperaramos que a Reitora entenda o significado do termo indicativo e o que ele representa para todos nós .



Comissão de Negociação – Reitoria Ocupada

São Paulo, 20 junho de 2007

"AFINAL, REITORES, QUEM VOCÊS SÃO?
REITORES DAS UNIVERSIDADES
OU
COMANDANTES DA TROPA DE CHOQUE?
NEGOCIAÇÃO JÁ!"
 
O Comando de Greve Unificado de funcionários e estudantes da USP iniciou uma campanha pela reabertura das das negociações e contra qualquer intervenção policial nas Universidades. 
Envie moções de apoio à campanha para a ocupação - ocupacao.usp@usp.br, e para o gabinete da reitora pelo e-mail - gr@usp.br 
 
Ocupação SIM! Invasão POLICIAL NÃO! 
ATO EM ARARAQUARA CONTRA A REPRESSÃO DIA 22/06
 
Será realizado no campus da UNESP Araraquara um ato contra a intervenção policial no campus ocorrida na madrugada do dia 20 de Junho. A polícia prendeu cerca de 120 estudantes que ocupavam a diretoria do campus como forma de protesto pela defesa da universidade pública. 
Estudantes e funcionários da USP irão enviar uma delegação a esse ato. Os ônibus sairão às 5 horas da manhã em frente à reitoria na sexta-feira 22/06.
 
 

Assembléia Geral dos Estudantes da USP

Quinta-feira, 21/06/2007

18h

Em frente à Reitoria

 

 

 O Partido dos Trabalhadores ingressou no dia 12 de Junho com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para discutir a criação da Secretaria de Ensino Superior por meio do Decreto 51.460 de 2007. 

    Foi apresentada tese no sentido que a Constituição Federal e consequentemente a Constituição Estadual proíbem a criação de órgãos públicos por meio de decretos, ou seja, necessitam de lei para criação de Secretarias. 

    O Governo do Estado de São Paulo tentou por meio dos decretos indicar que se tratava de mera transformação de nomes, substituindo a Secretaria de Turismo pela Secretaria de Ensino Superior. 

    Com isso fundamentamos a inconstitucionalidade do Decreto em razão da supressão de poderes. O Executivo agia na competência reservada do Legislativo. 

    A ação direta de inconstitucionalidade foi proposta com pedido cautelar. 

    A cautelar no caso da conjunção de dois fatores: existência de direito que ampare a decisão e urgência na decisão, uma vez que o ato praticado pode gerar um prejuízo quase que irreparável caso espere o julgamento final da ação. 

    O pedido cautelar visava a sustação dos atos praticados pela Secretaria, e no mérito, ou seja, na análise do direito, o reconhecimento da inconstitucionalidade levaria a extinção da Secretaria de Ensino Superior. 

    A decisão do pedido cautelar é realizado pelo Desembargador Relator do processo e o mérito (o pedido de inconstitucionalidade com a extinção da Secretaria) é realizado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo que se trata de órgão colegiado formado pelos 25 desembargadores mais antigos do Tribunal. 

    Ao analisar o pedido liminar o relator, Desembargador Palma Bissom, entendeu que o Decreto Declaratório expedido pelo Governo do Estado acabou por esvaziar a real utilidade da Secretaria e por isso deixou de existir a urgência na decisão que fulminou no afastamento da liminar. 

    Mas, ao fundamentar sua decisão, entendeu que o decreto é ilegal e abusivo, sendo fadado a inconstitucionalidade, e suas palavras: Pois somente por lei, de iniciativa do Governador, portanto via Assembléia Legislativa, vale dizer, mediante obrigatória observação do processo legislativo, podem ser criadas e extintas Secretarias de Estado (CE, artigos 19, VI, e 24, §2º, n.2). 

    Assim, o Tribunal por ora reconhece a inconstitucionalidade da criação da Secretaria por Decreto, deixando de suspender suas atividades por entender que a Secretaria não mais opera contra a autonomia universitária. 

    Todavia, importante ressaltar, que o julgamento definitivo do processo, pelo entendimento de seu relator, fulminará na extinção da Secretaria com a revogação de seu decreto, por notória inconstitucionalidade.

 

Segue a íntegra da sentença do Desembargador:
http://www.ptalesp.org.br/upload/tabelas/Adin.pdf

 

Contribuição: Antônio Carlos 

 

 ATO   21.06  ÀS 8H
concentração em frente a reitoria

 

Frente a todos acontecimentos do últimos dias, prisão de estudantes em araraquara, sinalização da entrada da policia na Unicamp e o cancelamento da negociação por parte da reitora da USP, Suely Vilela, o comando estadual e a assembléia dos funcionarios deliberaram um ato amanhã com concentração em frente a reitoria a partir das  8H.

 

ATO   21.06  ÀS 11H
ANFITEATRO DA GEOGRAFIA

 

"Em repúdio à ação policial para desocupação do prédio da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara na madrugada desta quarta-feira e frente às ameaças de criminalização do movimento estudantil da Unicamp e da USP, nós, professores universitários, viemos a público expressar nossa mais profunda indignação contra atos dessa natureza.
Estamos convencidos de que, apesar de todas as dificuldades, a negociação é o único caminho para uma solução permanente dos conflitos já instalados, sendo a violência um meio de acirramento das cisões no seio da comunidade acadêmica, servindo apenas aqueles que procuram o enfraquecimento e a dissolução da Universidade pública.
Pedimos portanto a todos os colegas que mobilizem os recursos a seu alcance para evitar novas agressões ao movimento estudantil e convocamos todos a comparecer amanhã, 21 de junho, quinta, 11h00, no anfiteatro da Geografia, a fim de encontrarmos formas para  expressar publicamente nossa posição, contrária a qualquer tipo de  punição que recaia sobre os que estão mobilizados em defesa da Universidade pública. "

 
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2007/06/19/296429690.asp 

 

hoje realizou-se  pela manha  uma assembléia na UNICAMP com aproximadamente 1500 estudantes que mantiveram a greve e  a ocupação da DAC.

 

link do blog da ocupação da unicamp

http://ocupacaodacunicamp.blogspot.com/

No relatório que julga o mérito do processo que pede a inconstitucionalidade do decreto que criou a Secretaria de Ensino Superior, o desembargador Palma Bissom, relator do processo que analisa a proposta com pedido de medida liminar, ao fundamentar sua decisão, declarou que o referido decreto é inconstitucional, ilegal e abusivo. Neste sentido, perguntamos: a PM vai entrar na Secretária de Ensino Superior para desalojar o Pinotti?
Carta à Reitora, enviada e protocolada em 20 de junho de 2007.

página 1  - página 2  - página 3

 

Neste momento de retrocesso da falsa democracia em que vivemos, a face ditatorial de nossa sociedade se explicita:  prendem-se estudantes em luta pelo o que dita a Constituição Federal,  que é o direito de todos a uma Educação Gratuita de Qualidade.

Para não esquecermos de nosso passado, postamos a letra de uma música de Julinho da Adelaide (Chico Buarque), em repúdio a ação policial no campus de Araraquara na calada da noite.  

 

Acorda Amor

Composição: Leonel Paiva/Julinho da Adelaide (Chico Buarque)

 

Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão

Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão

(...)

Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão
(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)

 

P.S.: Fecham-se as portas e os ouvidos antes, para depois, coagir fisicamente os que se fazem ouvir.


A inaceitável ação policial no campus da Unesp de Araraquara é mais um ato repressor levado a cabo pelo diretor da Faculdade de Ciências e Letras.

 

Há poucas semanas o mesmo diretor baixou uma portaria de caráter inconstitucional remontando às práticas da ditadura militar com o intuito de impedir a discussão e os discursos de caráter político dentro do campus. A panfletagem, os cartazes de caráter político,as reuniões de alunos com o intuito de discutir a atual situação da instituição estão proibidos de maneira que o acesso dos alunos aos anfiteatros está proibido pela portaria. As reuniões que tiveram que ocorrer fora dos anfiteatros foram vigiadas pelos seguranças da instituição que tiraram fotos dos alunos e perguntavam seus nomes para eventuais processos arbitrários da universidade contra estes.

 

Pelo jeito não avançamos muito desde a re-democratização...

 

 Este é um Manifesto assinado por intelectuais contra a repressão ao movimento estudantil, em defesa das liberdades democráticas


Ninguém é ilegal: os estudantes não estão sozinhos!

Espanta-nos o grau de perseguição e repressão ao movimento estudantil da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, campus Araraquara. No início de 2006 a congregação desta unidade expediu a Portaria 002/2006, onde se proíbe a realização de “ações político-partidárias”; proíbe-se, novamente, “quaisquer atos que interfiram no bom andamento das atividades acadêmicas” – e, não contentes! – proíbe-se ainda, sem a prévia autorização da diretoria, a “afixação de cartazes, distribuição de panfletos, fazer discurso por megafone, aparelho de som ou de viva-voz”, permitindo, agora sim, a entrada da polícia no campus (!). Ora, o que é isso senão a vigência e o reacionamento do Decreto-Lei N.º 477 (26/02/1969) – o chamado “AI-5 da Educação”?

Logo após o decreto desta portaria, duas estudantes foram suspensas por seis meses, tentou-se instituir “carteirinhas” e catracas na moradia estudantil e estudantes foram ameaçados de despejo (nesse processo os/as não-moradores foram proibidos/as de entrar na moradia por 15 dias, como tentativa – bastante evidente – de contenção das mobilizações estudantis). E, por fim, no segundo semestre, a congregação votou o fim da Moradia Estudantil.

Agora, nesta mesma instituição, quatro estudantes poderão ser expulsos/as da universidade: são “responsáveis” por uma manifestação – ao dia 15/03 – contra a privatização da universidade e a invasão dos bancos. A manifestação contou com mais de 100 estudantes.

Durante anos a fio, o Brasil sofreu com o arbítrio e o autoritarismo perpetrados pela ditadura civil-militar, instaurada após o golpe de Estado, em 1964. Muitos/as foram os/as que lutaram pela democratização de nossa sociedade, muitos/as pagando mesmo com a própria vida por essa luta. Quarenta e sete anos após o golpe e vinte e sete anos depois da “democratização”, pouca coisa mudou: a questão social no Brasil ainda é um caso de polícia. Assistimos hoje a um crescente processo de criminalização dos movimentos sociais e populares. Muitos militantes estão sendo presos em todo o país – como “exemplo” para os demais –, há um claro ataque a direitos históricos dos/as trabalhadores/as, com as (contra) reformas, e até mesmo a possibilidade de proibição de um instrumento de luta, histórico e legítimo, dos/as trabalhadores/as: a greve. São fatos que demonstram que o estado de exceção permanece sendo a regra geral. Liberdade? Só para banqueiros, multinacionais, latifundiários, usineiros...

Nas universidades públicas, esta tendência também está presente. Para governos, reitorias e diretorias a solução para a crise do ensino superior é o aprofundamento do processo de mercantilização. Veja-se a Lei de Inovação Tecnológica, a legalização das fundações de “apoio”, o Prouni, a diminuição do número de docentes, o corte de verbas etc., enfim, medidas estas articuladas à Reforma Universitária de Lula/FMI, em andamento. Concomitante e necessariamente, aumentam os casos de autoritarismo e repressão no interior das Universidades. Mais recentemente, nas universidades estaduais de São Paulo, assistimos aos decretos-intervenção do governador Serra. Esses decretos ferem o princípio constitucional da autonomia universitária, submetem as universidades públicas a uma pretensa Secretaria Estadual do Ensino Superior, que abriga igualmente cerca de 500 instituições privadas, e dificulta o repasse do ICMS, com o controle burocrático do orçamento e das finanças.

Nesse sentido, os estudantes tem sido o principal alvo das repressões orquestradas por governos, reitorias e diretorias. Não é à toa. O Movimento Estudantil Combativo segue resistindo aos ataques neoliberais à universidade pública. Pelo país afora, são inúmeros os casos de prisões, expulsões e perseguições políticas, câmeras de vigilância, sindicâncias, proibições e ostensiva presença de PMs nos campi. Somente na FAU/USP, foram mais de 80 sindicâncias (10% dos estudantes), tão-somente por que os estudantes organizaram uma festa. Uma festa! Três estudantes já foram expulsos da Unesp, enquanto duas foram suspensas. Dois estudantes da USP foram condenados à prisão, por terem “pichado” uma convocação de uma manifestação no asfalto da universidade.

Por tudo isso que dissemos acima, nos solidarizamos com os estudantes em movimento e, neste momento particular, com os/as estudantes da Unesp-Araraquara. Reivindicamos e exigimos, da diretoria da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp campus Araraquara (FCL-Car/Unesp), bem como do corpo de delegados/as de sua respectiva congregação, a imediata suspensão da sindicância e a revogação da Portaria 002/2006.

Nenhuma punição aos estudantes!
Basta de repressão ao Movimento Estudantil!

Em defesa das liberdades políticas de organização e manifestação dos trabalhadores e da juventude. Hoje, como antes, consente quem cala!



ALGUNS NOMES QUE JÁ ADERIRAM AO MANIFESTO:

Luiz Fernando da Silva, professor de Sociologia de Unesp-Bauru;

Alvaro Bianchi, professor de Ciência Política da Unicamp;

Luziano Pereira Mendes de Lima, professor de Ciência Política da Universidade Estadual de Alagoas;

João Quartim de Moraes, professor de Filosofia da Unicamp;

Caio Navarro de Toledo, professor de Ciência Política da Unicamp;

Ruy Braga, professor de Sociologia da USP;

Hector Benoit, professor de Filosofia da Unicamp;

Angela Lazagna, doutoranda em Ciência Polícia da Unicamp;

Danilo Martuscelli, doutoirando em Ciência Polícia da Unicamp;

Roberto Della Santa Barros, pesquisador-junior e doutorando em Comunicação da Clacso-Unesp/Universitat Autònoma de Barcelona;

Fernando Ferrone, membro da Revista Outubro e mestre em História pela Université de Bourgogne;

Giovanna Oliveira Baccarin, jornalista;

Tatianny de Souza de Araújo, secretária da Conlutas-RJ;

Diego Cruz, jornalista do Opinião Socialista;

Yara Fernandes Souza, jornalista do Sindsef-SP;

Jeferson Choma, historiador;

Wilson H. Silva, professor de Imagem e Som da Uniban;

Cecília Toledo, editora da Revista Marxismo Vivo;

André Valuche, assessor da Conlutas-SP;

Angelica Valente, cineasta documentarista da EICTV-Cuba;

Bernardo Cerdeira, jornalista;

Eric Gustavo Cardin, professor de Sociologia da Uniamerica;

Henrique Canary, professor e tradutor da editora Sundermann;

Iraci Borges, bibliotecária da editora Sundermann, sanitarista e mestre em Comunicação;

João Ricardo Soares, especialista em Relações Internacionais do Ilaese-SP;

José Welmowicki, editor da Revista Marxismo Vivo;

Marcelo Dalla Vecchia, professor de Psicologia da UFMS;

Valério Arcary, professor de História do Cefet-SP



 

Denunciamos e repudiamos a ação policial contra os estudantes da Unesp/Araraquara. Neste momento, está sendo cumprido pela tropa de choque o mandado de reintegração de posse da diretoria da FCL (Faculdade de Ciências e Letras), ocupada no dia 13 de junho.  Os estudantes, estão sendo presos mesmo após terem desocupado o prédio pacificamente, de mãos dadas, sem oferecer resistência, conforme já haviam deliberado.

Repudiamos a política de bater, prender, para não dialogar. Criminalizar a ação política estudantil é uma forma de inviabilizar ainda mais o diálogo democrático, proliferando o medo como forma de governo, o que remete aos anos do regime militar. 

Nós, estudantes da ocupação da USP, fazemos um chamado a todos os estudantes e cidadãos para que se manifestem contrários a essa inaceitável política repressora, e pela imediata libertação dos estudantes presos.