Estudantes da Unicamp ocuparam o prédio da Diretoria Acadêmica no fim da tarde, enquanto o Fórum das Seis se reunia no próprio campus da universidade.

Parabéns estudantes da Unicamp pela reorganização do movimento!!

Força às ocupações pelo Brasil 

 

Prezado Sr. Ministro Gilberto Passos Gil Moreira,


Nós, estudantes que ocupamos a reitoria da USP, fazemos um apelo a sua presença aqui no movimento de ocupação da reitoria. Estamos já há mais de 40 dias ocupados, em defesa cultural e política da Educação Pública, sob ameça física de uma ação da tropa de choque para a reintegração de posse, pedida pela Reitora Suely Vilela. Nosso movimento, pacífico, tem promovido conjuntamente com professores e entidades da sociedade uma extensa programação cultural-política ao longo dessas últimas semanas.

Buscamos quebrar a apatia política que tem permitido aos governantes agir sem consulta à população, escondidos nos muitos palácios, a governar por decretos. Queremos o direito e a responsabilidade da atividade política, popular e direta, livre e cotidiana. A legitimidade de nossa causa, somada a nossa determinação em defendê-la, inspirou o movimento estudantil em todo o país a sair às ruas para transformar a triste realidade brasileira, através da cultura e da educação.

Não mais nos calaremos. Lutamos para democratizar o acesso e melhorar a qualidade do ensino público, em todos os seus níveis. O Senador Eduardo Suplicy esteve presente aqui para uma conversa conosco, e se disponibilizou a intermediar o diálogo com a reitoria. Mas nesse “diálogo” não somos ouvidos nem por governo nem por reitora. Tentam nos criminalizar.

Continuamos sob ameaça de repressão policial, continuamos sendo esculachados pela mídia conservadora, continuamos atacados pelo autoritário governo de São Paulo. Mesmo assim, continuamos com esperanças e seguimos. Seguir com os outros é conseguir.

Nisso tudo, consideramos que sua presença seria muito valiosa para nossa vivência coletiva e muito apreciaríamos sua contribuição. Convidamos você a nos visitar aqui na USP na quarta feira (20/06), ou em outra data, caso não avancem as negociações e não se alcance um consenso.



Comissão de Cultura

Ocupação da Reitoria da USP

http://ocupacaousp.noblogs.org

Data: 19/06 (terça-feira) Horário: 20h Local: Reitoria A presença de todos os cursos é muito importante para organizar nossa mobilização. Participe! Vale lembrar que o Comando é aberto a todos alunos da USP.

 

 

Cultura Islâmica

 

por:   Leon Kossovitch

professor da Faculdade de Filosofia da USP

Hoje, às 18 horas, no CO.

 

 

SOLICITAÇÃO DE REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES COM A REITORIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

(PROTOCOLADA PELO CHEFE DE GABINETE DA REITORIA, PROFESSOR ALBERTO CARLOS AMADIO)

 

 

 


Na reitoria ocupada da usp, sala pró-okupa

 

Programação do cineokupa – de 17/06/2007 a 23/06/2007


Sessões: segunda às 14h e as 21h, terça a sábado às 17h e às 20h e aos domingos às 17h e às 21h

 

Domingo


Tempos Modernos



Filme de Charlie Chapplin

Segunda



Outubro

 

Filme comemorativo dos dez anos da revolução Russa. Mostra os acontecimentos que precederma a revolução russa de 1917 quando o partido bolchevique tomou o poder na Russia.

 

Terça


Ocupar o olhar: curtas da ocupação


Ocupar o olhar: compilação de filmes sobre ocupações estudantis. a idéia é que reconheçamos as possibilidades de representação do processo que representamos.

Quarta

 

Soy Cuba


História de Cuba Pré-Castrista sobre o prisma do cinema revolucionário Russo. Filmado com película ultra sensível infravermelha.

 

Quinta


Ocupar o olhar: curtas da ocupação


Ocupar o olhar: compilação de filmes sobre ocupações estudantis. a idéia é que reconheçamos as possibilidades de representação do processo que representamos.

 

 

Sexta


Seção Especial de Justiça


Filme de Costa Gravas que mostra como a justiça atuou com base em lei retroativa para condenar presos políticos na França durante a invasão nazista na Segunda Guerra Mundial

 

Sábado


Corações e Mentes

 

Principal filme sobre a guerra do Vietnã, este documentário foi o primeiro filme a mostrar o lado dos vietnamitas na guerra.

 

 

 

Participe do cineokupa e colabore trazendo seus filmes!

A ocupação, contada por alguns ocupantes. Uma pequena proposta a reflexão.

 

    É curioso que alguns setores da sociedade – os supostamente representados ou orientados pela grande mídia – não se conformem com certas características do movimento da reitoria ocupada e acabem por analisá-lo através de raciocínios viciados e análises pseudo-políticas que reproduzem a lógica eleitoreira de gabinete e privada.

    Isso demonstra a incapacidade destes setores de conceber outras formas de organização, que não as tradicionais. Como se não houvesse possibilidade de atuação política senão através de organizações, partidos ou sindicatos; como se um movimento não pudesse ser gerido sem líderes e, portanto, sem hierarquia.

    Da mesma forma, explica a necessidade em se retirar toda e qualquer possibilidade de os estudantes se colocarem como atores políticos, concebendo-os como simples massa de manobra de interesses eleitoreiros (termo muitas vezes confundido com "político").

    O movimento estudantil que agora se configura na Universidade de São Paulo abarca diversos agentes, organizados ou não. É importante entender que os estudantes procuram formas diversas de pensar, discutir e agir; e, mais ainda, que estas formas de ação política não se restringem às tradicionais formas de atuação partidária. Daí que a rasa explicação que vê o movimento como orientado por uma suposta extrema esquerda, absolutamente não dá conta da realidade política implicada na ocupação: tente entender.

    Deveríamos defender a legitimidade das instâncias representativas de poder por terem sido escolhidas democraticamente pelo voto como única forma de participação? Funciona tão bem que aqueles que são representados decidem pela sua própria exclusão, por exemplo, dos rumos que toma o ensino público. Público?

    Para maiores entendimentos recomenda-se estudos mais aprofundados sobre a coletividades espanhonholas a partir de 36, o maio de 68 e o desbunde.